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BA: mestre de capoeira volta para prisão após morte de mulher

28 dez 2011
15h54

O mestre de capoeira Roberto de Jesus dos Anjos, conhecido como King Kong, 49 anos, voltou a ser preso na terça-feira, cerca de 24 horas após deixar a carceragem da 2ª Delegacia Territorial (Lapinha), em Salvador. Ele é acusado de atear fogo no corpo da mulher, Antônia Brito Souza dos Anjos, 45 anos, que morreu anteontem no Hospital Geral do Estado (HGE).

Corpo de Antônia foi sepultado no cemitério Quinta dos Lázaros
Corpo de Antônia foi sepultado no cemitério Quinta dos Lázaros
Foto: Margarida Neide / Agência A Tarde

A vítima teve 70% do corpo queimado. O crime foi cometido na residência do casal, na rua 3 de Novembro, em Pau Miúdo, na madrugada de domingo. As chamas atingiram o próprio capoeirista e seu filho, o armador de móveis Robenilson Souza dos Anjos, 26 anos. Roberto foi preso em um edifício na rua Afonso Celso, e investigadores da 6ª Delegacia Territorial (Brotas), que efetuaram a prisão, confirmaram ter recebido a denúncia de que ele estaria no apartamento de um amigo preparando-se para fugir.

Escondendo o rosto com um cobertor, mas expondo braços e pernas com queimaduras, Roberto disse que não tinha a intenção de ferir a mulher. "Foi azar. Toquei fogo na estante, mas acabou pegando nela. Se fosse para matá-la, não teria enfrentado o fogo para salvá-la, mas teria fugido", afirmou, chorando. Ele apresentou a versão de que Robenilson e Antônia teriam provocado sua ira. "Ele ficou me desafiando, dizendo que ele é que mandava na casa. Não queria que Antônia bebesse, pois ela era problemática com bebida. Mas nunca a agredi", disse.

Roberto ainda negou que o motivo da discussão seria o sumiço de R$ 150, como chegou a ser noticiado. Preso em flagrante, ele foi transferido à tarde para a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e prestava depoimento ao delegado Adalgiso Sobral.

O corpo de Antônia foi sepultado na tarde de ontem, no cemitério Quinta dos Lázaros. Com os braços enfaixados, Robenilson esteve no funeral, mas preferiu não falar com a imprensa. "Espero que o mestre pague por isso. Não há justificativa para o que ele fez. Quando a relação não dá certo, que se separem", disse Hélio Brito, irmão de Antônia. Amigos contaram que Roberto era violento.

Fonte: Agência A Tarde

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