EUA propõem nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
Relatório americano citou Pix, corrupção e desmatamento como justificativas
O governo dos Estados Unidos propôs uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras após concluir uma investigação comercial.
No entanto, produtos como carne bovina, café e terras raras ficaram de fora da nova taxação. Segundo avaliação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (Ustr) iniciada em 15 de julho passado, as práticas do Brasil são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem" o comércio norte-americano.
Para o representante do Ustr, Jamieson Greer, apesar de as negociações com o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terem se intensificado nas últimas semanas, "ainda há divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação".
A decisão de Washington teve como base a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974, e citou o sistema de pagamento brasileiro Pix, o combate à corrupção e o desmatamento ilegal entre as justificativas para a aplicação da tarifa.
De acordo com o relatório do Ustr, o Banco Central do Brasil favorece o Pix em detrimento de provedores americanos, ao mesmo tempo em que Brasília falha em medidas para acabar com a corrupção e com o desmatamento ilegal.
O governo Lula tem até 1º de julho para as responder às acusações, sendo que a audiência pública sobre o caso ocorrerá em 6 de julho. O prazo legal para a adoção da tarifa é 15 de julho deste ano.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.