Táxis do Rio terão alerta no letreiro contra áreas de risco
Taxistas que costumam evitar passageiros em áreas de risco vão poder usar o letreiro luminoso que fica no lado de fora do veículo, o popular bigorrilho, para dar o alerta. Esse código faz parte da nova regra do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) determinando que os relógios terão que ser ajustados para acender e apagar o letreiro automaticamente.
Em locais perigosos, o motorista poderá deixar o equipamento piscando e recusar o passageiro. "Com o código, o motorista vai sinalizar que não se sentiu seguro em parar para aquele passageiro. Também pode usá-lo quando estiver levando passageiro para uma área de risco. Aí ele ligará a luz intermitente para avisar que está entrando ali para deixar alguém", explicou a diretora do Instituto de Pesos de Medidas (Ipem-RJ), Soraya Santos.
A mudança, segundo ela, é um reivindicação antiga dos taxistas, que reclamavam dos frequentes assaltos e das abordagens violentas em bairros perigosos. Nas oficinas autorizadas pelo Inmetro, o acionamento do dispositivo, que inclui, a atualização do taxímetro pela nova tabela de preços, custará R$ 275. A vistoria começa na terça-feira.
A ideia dividiu os motoristas. "Vai nos dar mais segurança. E quando deixarmos de parar para alguém, entenderão que estamos indo para uma corrida ou não nos sentimos seguros", aprovou o taxista Ronaldo Ferreira, 53. Já Alessandro Calixto, 31 anos, reclama do valor da taxa: "É uma facada. E ninguém se responsabiliza quando a gente tem prejuízo com buracos, enchentes ou assaltado".
A luz, ou ausência dela, no bigorrilho tem outra função. "A população vai perceber que o táxi está disponível porque a luz ficará acesa. Quando a luz estiver apagada, ele está ocupado", explica Soraya. Outra novidade da vistoria deste ano visa a inibir a ação dos piratas: o taxista que vender o taxímetro ou a impressora do equipamento deverá entregar ao Ipem placa de identificação do aparelho retirado.
Até R$ 1 mil só com taxas
Para andar na linha, os 33 mil taxistas fluminenses terão que gastar até R$ 1 mil com taxas para o Detran-RJ e a prefeitura. O valor inclui despesas com serviços de relojoeiros, de oficinas credenciadas pelo Inmetro e Ipem.
Motoristas terão que arcar com tarifas cobradas pela homologação do kit-gás pelo Inmetro ¿ entre R$ 80 a R$ 100 ¿, taxa de vistoria da Secretaria Municipal de Transportes (R$ 50,55) e certidão de documentos (R$ 17,29).
A vistoria anual dos taxímetros também pesará no bolso. A aferição custará mais R$ 37,50 e acontece entre amanhã e 28 de setembro, no Ipem (R. Pe. Manoel de Nóbrega 539, Piedade). O agendamento pode ser feito pela Internet (www.ipem.rj.gov.br) ou tel. (2332-4185), de 2ª a 6ª, de 9h a 17h.
Para a inspeção do Detran, tem que pagar o Duda (R$ 87,86) pelo Licenciamento Anual e R$ 93,87 pelo DPVAT. Quem precisar mudar a categoria, a cor do veículo, o combustível ou o proprietário terá que pagar novos Dudas (R$ 87,86) para cada um dos serviços, um gasto extra de R$ 351,44.