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Rio: manifestantes só negociam protestos quando tarifas baixarem

Movimento organiza na quinta-feira mais uma manifestação, às 17h, na Candelária, que seguirá em direção à prefeitura

19 jun 2013 18h33
| atualizado às 18h43
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<p>Protesto da última segunda-feira no Rio de Janeiro terminou com violência e cenas de vandalismo</p>
Protesto da última segunda-feira no Rio de Janeiro terminou com violência e cenas de vandalismo
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Criticados por não apresentarem reivindicações organizadas, manifestantes que lotaram as ruas da capital fluminense nos últimos dias fizeram uma lista de prioridades. Dividida em quatro eixos, inclui a política de transporte gratuito e de qualidade, os gastos e impactos da Copa do Mundo, além do fim da violência policial e a democratização da mídia. Os pontos foram definidos na última reunião do Fórum contra o Aumento da Passagem-RJ, na terça-feira, que reuniu centenas de pessoas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Lá, o grupo estabeleceu que somente negociará com a prefeitura e governo estadual quando o aumento das tarifas for cancelado e os presos dos últimos protestos forem libertados.

"Só negociamos com a prefeitura do Rio depois que liberarem todos os presos injustamente e anularem os processos. Consideramos que são prisões políticas, arbitrárias, em sua na maioria", disse o estudante da UFRJ Kenzo Souto Seto. Amanhã, o movimento organiza mais uma manifestação, às 17h, na Candelária, que seguirá em direção à prefeitura.

O protesto coincidirá com o segundo jogo da Copa das Confederações no Rio e é mais uma chance de criticar os eventos da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o alto custo da reforma e privatização de estádios, além de remoções de famílias para obras de infraestrutura. Segundo o movimento, a prioridade de investimentos no País não devem ser as competições.

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"São recursos que poderiam ser orientados para a saúde e educação no 'padrão Fifa'", declarou Gustavo Mehl, membro do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio, movimento do fórum. Segundo ele, para atender a "caprichos" da Fifa e interesses de grupos econômicos há violação de direitos humanos. "Ou seja, não estão pensando no interesse público", criticou.

Outro ponto da lista de reivindicação é o fim da violência policial contra manifestações pacíficas e de ações criminais contra os lideres do movimento. "Impedir a repressão policial é uma grande bandeira que vamos agitar", acrescentou Kenzo Soares. Também preocupa os estudantes a criação de "leis de exceção", que impedem protestos populares durante a Copa do Mundo.

Preocupados com as informações que circulam sobre os protestos e sobre as questões elencadas como prioritárias para o movimento, o fórum também incluiu na pauta a democratização da comunicação. "Há um descontentamento (com as linhas editoriais dos veículos) que não é de agora e que vem engordando pela forma como a mídia retrata as manifestações populares", explicou Mehl.

Agência Brasil Agência Brasil
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