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Parada LGBT+ chega à 30ª edição com desafio de resistir: 'Não é só festa, é luta por direitos'

Evento na Avenida Paulista completa três décadas em meio a reduções de patrocínios e tentativas de políticos de restringirem o acesso a menores de idade

7 jun 2026 - 05h42
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Até 28 de junho de 1997, Nelson Matias Pereira, então com 30 anos, tinha a sensação de que "era o único LGBT do mundo". Mas, quando foi à Avenida Paulista naquela tarde, ele se deparou com "outros iguais". "Foi uma afirmação de existência, de reconhecimento de que são permitidas todas as possibilidades de orientações e identidades sexuais", lembra sobre a 1ª Parada do Orgulho LGBT+.

O cartaz do evento divulgava o slogan "somos muitos, estamos em todos os lugares e em todas as profissões" e convidava o público a ir "montada, desmontada, fantasiada, casada, descasada, solteira, de bota ou de tamanco".

A importância do evento para Nelson o fez criar, junto a outros ativistas, a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP) em 1999. A entidade é responsável por organizar o desfile desde então.

O que começou como um encontro com cerca de duas mil pessoas rapidamente se transformou em um megaevento que arrasta multidões para a Paulista. O recorde de público foi em 2011, quando o desfile reuniu quatro milhões de pessoas, segundo os organizadores.

Em 2026, a Parada chega à sua 30.ª edição neste domingo, 7, com o desafio de continuar atraindo público, em meio a reduções de patrocínios e tentativas de políticos de restringirem o acesso a menores de idade.

O sentimento é similar para a estudante Lavínia da Silva, 18, mulher trans. "É muito especial poder compartilhar esse momento com pessoas que me respeitam e caminham ao meu lado." Sua mãe, Maria Jaqueline, a acompanha na Parada com orgulho. "É muito impactante ver tantas pessoas reunidas em defesa do amor e da igualdade."

Desde 2021, a analista financeira Lilian Joly Castro, 55, também acompanha o filho, Marjorie, 26, trans não binário. "Ver como meu filho se sentia protegido fez toda a diferença. A Parada é uma forma de deixarmos claro que existimos e não vamos nos esconder ou nos envergonhar de quem somos."

Serviço

Horário: concentração começa às 10h, na Avenida Paulista, perto da Rua Peixoto Gomide (próximo ao Masp).

Local: Os trios elétricos vão começar a se movimentar no sentido Rua da Consolação entre 12h e 13h.

Algumas atrações confirmadas: Gloria Groove, Pablo Vittar e Melody

Estadão
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