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Morte de capitã da PM de Minas Gerais: o que se sabe sobre o caso em que marido sargento é suspeito

Michele Leão, de 41 anos, foi levada sem vida a hospital de Belo Horizonte pelo marido, o sargento Eduardo Abner, preso suspeito de matá-la

22 jul 2026 - 17h00
(atualizado às 17h26)
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Sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso suspeito de matar a mulher, a capitã da Polícia Militar de Minas Gerias, Michele Leão Azevedo, de 41 anos
Sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso suspeito de matar a mulher, a capitã da Polícia Militar de Minas Gerias, Michele Leão Azevedo, de 41 anos
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso após levar a mulher, a capitã da Polícia Militar de Minas Gerias, Michele Leão Azevedo, de 41 anos, morta a um hospital de Belo Horizonte, na noite de segunda-feira, 20. 

Confira, a seguir, o que se sabe sobre o caso.

Quem era a vítima?

Michele era capitã da Polícia Militar de Minas Gerais e era considerada uma profissional respeitada dentro da corporação. Ela era casada havia cerca de oito anos com o sargento Eduardo.

O que a Polícia Civil informou sobre a morte?

Segundo a Polícia Civil, Michele foi levada pelo marido ao hospital por volta das 21h de segunda-feira, já sem sinais vitais. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o sargento carrega a esposa nos ombros do elevador até o carro. Ainda de acordo com a investigação, a capitã já estava morta entre quatro e seis horas antes de dar entrada na unidade de saúde.

Vídeo mostra sargento carregando corpo da esposa capitã da PM antes de ir a hospital em MG:

A vítima apresentava lesões?

O porta-voz da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado Saulo Castro, afirmou nesta terça-feira, 21, que Michele chegou ao hospital com uma “lesão muito contundente” no rosto. Durante entrevista coletiva no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado também informou que Eduardo foi preso em flagrante por suspeita de feminicídio.

“Há pluralidade de lesões no corpo da vítima. Há uma lesão aparente muito contundente na face da vítima. Isso foi constatado de modo que fica muito clara a gravidade daquele ferimento”, disse o delegado.

Além da lesão no rosto, a capitã apresentava traumatismo craniano, ferimentos nas pernas e marcas compatíveis com chicoteamento.

Como era a relação do casal?

Conforme o porta-voz da Polícia Civil, o relacionamento era marcado por conflitos. “Há também a descrição de atos de violência psicológica e de violência moral do autor em relação à vítima, trazendo esse contexto de violência doméstica e familiar”, explicou o delegado.

O sargento tinha antecedentes?

Eduardo foi exonerado da Polícia Militar em 2009 por omitir uma apreensão relacionada a porte ilegal de arma quando ainda era adolescente. Posteriormente, foi reintegrado à corporação por decisão judicial.

Além disso, conforme apuração da Itatiaia, duas ex-namoradas registraram denúncias de agressão contra ele em 2014 e 2016. Em um dos episódios, o militar teria descumprido uma medida protetiva e ameaçado familiares da ex-companheira.

O que ele alegou?

Em depoimento, o sargento afirmou que a esposa caiu de uma escada por volta das 12h. Segundo ele, os hematomas encontrados no corpo seriam resultado de práticas sexuais consensuais de dominação ocorridas na noite anterior. Também alegou que não buscou atendimento médico antes porque Michele estaria constrangida pelo uso de drogas.

A versão apresentada, no entanto, passou a ser contestada após um tenente flagrar o militar descartando comprimidos de ecstasy na lixeira do hospital. O episódio também resultou na prisão dele por posse e tráfico de drogas.

Durante a perícia realizada no apartamento do casal, os investigadores encontraram elementos considerados relevantes para a apuração, entre eles um cabo de madeira quebrado descartado no lixo do prédio e roupas de cama recém-lavadas ainda molhadas na máquina de lavar. O Jeep Renegade utilizado para transportar Michele também foi apreendido. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

O que disse a Polícia Militar de Minas Gerais?

Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte da capitã, integrante da corporação desde 2004. A instituição afirmou repudiar toda forma de violência contra a mulher e informou que acompanha o andamento das investigações.

"Solidarizamo-nos com os familiares, amigos e colegas de farda da Capitão Michele neste momento de luto. E isso nos impulsiona a agir de forma ainda mais firme na defesa de cada vida no Estado de Minas Gerais", disse a PM.

O suspeito continua preso?

Em nota enviada ao Terra, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que, durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira, 22, a prisão em flagrante do sargento foi convertida em prisão preventiva.

A decisão foi tomada pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiência de Custódia de Belo Horizonte, que entendeu que “a segregação cautelar era necessária para a garantia da ordem pública”. O processo tramita em segredo de Justiça.

O que diz a defesa do sargento?

O advogado Gustavo Nepomuceno, responsável pela defesa do sargento, afirmou que o “caso ainda está em fase inicial de apuração, e todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas”.

“Neste momento, é imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando-se qualquer julgamento precipitado. O caso ainda está em fase inicial de apuração, e todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes”, afirma. (*Com informações do Estadão Conteúdo)

Fonte: Portal Terra
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