Uma das maiores empreendedoras do Brasil, Monique Evelle, 31, aponta maior erro da classe: 'Esquecem que é um negócio'
CEO da Inventivos, a empresária tornou-se a mais jovem Shark do Shark Tank América Latina
Reconhecida com uma das maiores empreendedoras do Brasil pela Forbes, na lista 30 under 30, Monique Evelle tornou-se uma das maiores referências no meio empresarial e de investimentos. Aos 31 anos, ela está entre as 10 personalidades femininas mais pesquisadas na internet brasileira.
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Fundadora da plataforma Inventivos, que tem com objetivo ajudar novos empreendedores, ela tornou-se a mais jovem Shark do programa Shark Tank América Latina, aos 28 anos. Atualmente, ela também faz parte do Shark Tank Brasil: Creators e traz na carteira uma série de empreendimentos dos quais entrou como sócia.
"Um dos maiores erros de negócios de impacto, na verdade, é acreditar que não tem que olhar como negócio. Às vezes, a gente só olha para o impacto que precisa gerar e esquece que a empresa precisa parar de pé, né? Até porque ninguém consegue gerar impacto positivo em absolutamente nada com a conta no vermelho", afirma em entrevista ao Terra.
A jornada empreendedora de Monique começou quando ela tinha apenas 16 anos, com a criação da Desabafo Social, uma ONG com projetos voltados à geração de renda, educação e comunicação. Criada e nascida na periferia de Salvador (BA), ela enxergou soluções para problemas do cotidiano da comunidade.
"Para transformar propósito, impacto positivo e impacto social em resultado concreto, precisa entender que um negócio sempre será um negócio, com métricas, metas, além disso, o próprio indicador de impacto positivo, impacto social, impacto sustentável, precisa existir junto com essas métricas. Se não, não vai fazer sentido a justificativa de impacto social e do propósito", explica.
Sua trajetória também conta com um atuação como repórter no time do Profissão Repórter, da Rede Globo, após sua graduação interdisciplinar em Humanidades (com ênfase em Política e Gestão da Cultura) pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Além disso, ela também foi jurada do programa Self Made Brasil.
Além da Inventivos, a empresária também tem participação em negócios de atuação nacional e internacional como, por exemplo, na marca espanhola OSITOS, na Dot Energy, primeira bala energética do Brasil, na agência Ummix Ads, no Café Quilombo e na Green Rock.
Entre as personalidade da mídia com quem Monique divide a sociedade de empresas estão Baron Davis, ex-jogador da NBA, Terence Newman, ex-jogador da NFL, e Arturo Nuñez, executivo com passagens pela Nike e pela Apple.
"Meu maior desafio é sustentar quem eu sou e não duvidar disso. É preciso muito autoconhecimento, autocuidado e autoestima. O conselho que eu daria para quem tem o sonho de se tornar empreendedor é tentar ser quem você é de verdade, pelo menos uma vez, porque é possível gerar bons frutos com isso", aconselha.
A trajetória empresarial de Monique fez com que ela fosse eleita uma das 100 empreendedoras do ano pela Bloomberg Línea, sendo que, por dois anos consecutivos, ela foi considerada uma das 500 líderes mais influentes da América Latina.
Ela também faz parte do grupo de líderes mundiais na categoria Negócios e Empreendedorismo, reconhecida pela Most Influential People of African Descent (MIPAD/ONU), e foi esoclhida como uma das profissionais mais criativas do Brasil, pela Revista Wired e Women to Watch.
Questionada sobre os principais desafios de lidar com uma carreira de sucesso enquanto cuida da vida pessoal, Monique responde que a figura pública dela coresponde a pessoa por trás. "A diferença é que eu quero ter descanso, momentos para não falar de trabalho e assim por diante. Preciso cuidar todo sodias para garantir que Monique Evelle como figura pública continue existindo", acrescenta.
Mesmo em meio a negócios de sucessos, Monique revela que tomou uma decisão arriscada em 2016, mas que considera necessária quando o assunto é construção de marcas, negócio e inovação. Ela decidiu que iria emergir nos territórios onde a inovação estava acontecendo, mas não por dias e, sim, por meses.
"Todo ano eu faço uma imersão em algum lugar do planeta. Em 2016, fiquei 4 meses no Vale do Silício e, no ano seguinte, rodei a América Latina. Agora, estou há um ano morando em Barcelona e entendendo o ecossistema europeua. Minha próxima parada será na Ásia, ficarei cerca de cinco meses estudando. Essa decisão foi de maior risco porque muitas pessoas falam que o mercado pode esquecer de você. Na verdade, o mercado não está esquecendo de mim e continua me contratando", finaliza.
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