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Marido de mulher morta envenenada recusou bolo de pote por ser portador de diabetes

A advogada Amanda Partata é apontada pela polícia como a responsável por envenenar o ex-sogro e a mãe dele

29 dez 2023 - 11h07
(atualizado às 13h15)
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Montagem com as fotos das vítimas Leonardo e Luzia e Amanda
Montagem com as fotos das vítimas Leonardo e Luzia e Amanda
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A advogada Amanda Partata, apontada pela polícia como a responsável por envenenar e matar o ex-sogro e a mãe dele, insistiu para que o marido da mulher também comesse bolo no pote durante o café da manhã.

Ao Terra, o advogado da família das vítimas, Luís Gustavo Nicoli, disse que João Alves, 81 anos, recusou o bolo por ter diabetes. O idoso prestou depoimento à Polícia Civil na última quarta-feira, 27.

Segundo ainda informações do advogado da família das vítimas, Amanda teria também oferecido o doce de pote para um irmão do ex-sogro, Beto, mas ele também recusou.

Luzia Tereza Alves, de 86 anos, e o filho dela, Leonardo Pereira Alves, de 58, morreram após comerem o bolo que estava com veneno, em Goiânia, no último dia 17

Relembre o caso

Após Leonardo e a mãe passarem mal surgiram especulações de que eles teriam sido intoxicados por comerem em uma famosa doceria de Goiânia, a Perdomo Doces. As investigações, no entanto, descartaram tal possibilidade posteriormente. Mãe e filho morreram com horas de diferença.

Leonardo Pereira Alves foi o primeiro a morrer. Em uma publicação em uma rede social, sua filha, Maria Paula Alves, lamentou a morte e deu detalhes sobre como tudo ocorreu. Segundo ela, o pai acordou, "comeu um alimento comprado em um estabelecimento famoso, mas acabou passando mal."

"Vomitou sem parar, por horas, buscou atendimento médico e, quando eu soube da situação, já havia ocorrido uma série de complicações que acabaram levando a óbito. Entre o primeiro sintoma até seu último suspiro não teve nem 12 horas", continuou Maria Paula.

Na mensagem, ela frisou que não queria apontar culpados, nem procurar motivos para a morte precoce do pai. "O texto é sobre o senhor ter sido --e ainda ser-- o maior exemplo de homem/pai que eu encontrei", escreveu na publicação feita na noite de domingo, 17.

Horas depois, Maria Paula informou que a sua avó também não resistiu e morreu na madrugada de segunda-feira, 18: "Ontem minha vovó passou mal junto com meu pai, foi internada no mesmo momento, mesma UTI, aguentou mais tempo, mas hoje de madrugada foi acompanhar o meu papai no céu."

Investigações

Amanda Partata teria cometido o crime por se sentir rejeitada pelo ex-namorado. Essa é a conclusão do delegado Carlos Alfama, responsável pelo caso. Segundo o investigador, ela fingia estar grávida e mantinha uma relação próxima à família do ex, com quem teve um relacionamento de pouco mais de um mês. 

Segundo a Polícia Civil, Amanda passou a ser a principal suspeita quando foi descoberto que o filho de Leonardo, seu ex-namorado, estaria recebendo ameaças de perfis fakes e através de ligações e mensagens de texto. Ela usava um programa que "mascarava" o número original de onde estava sendo feita a chamada.

Amanda estava presente no café da manhã no dia em que Leonardo e Luzia passaram mal. Foi ela, inclusive, quem levou os itens do café para a casa da família. Leonardo era assistente de gestão administrativa na Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores. 

O perfil da suspeita

Amanda tem uma extensa ficha criminal, segundo a Polícia Civil. Há registros criminais sobre ela em Goiás, estado onde aconteceu o envenenamento, além de Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.

Em Goiás, há uma denúncia de que ela teria atuado como estagiária de psicologia em uma escola, aliciando crianças de 10 a 16 anos à prática de condutas sexuais e consumo de bebidas alcoólicas. No entanto, os investigadores esclarecem que Amanda não seria nem psicóloga, como se apresenta nas redes sociais.

De acordo com o Conselho Regional de Psicologia de Goiás (CRP-GO), não há registro profissional ativo para ela no banco de dados do Conselho. "É uma pessoa que mostrou uma personalidade extremamente voltada ao crime. Então, são condutas criminosas, complexas", considerou o delegado.

Amanda também estaria sendo investigada por estelionato, mas, com relação a outros casos de envenenamento, a polícia informou que não há registros similares. Amanda é formada em Direito na Universidade Luterana do Brasil e tem registro junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Fonte: Redação Terra
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