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Líder do PCC que deixou presídio há um mês pode ter ligação com morte de Ruy Ferraz

Ex-delegado-geral foi assassinado na noite desta segunda, 15, em Praia Grande. Força-tarefa criada para investigar o crime apura relação com a facção

16 set 2025 - 12h42
(atualizado às 13h20)
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A Força-Tarefa criada para investigar o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes apura a ligação de um líder do PCC que deixou presídio federal há um mês. A informação foi confirmada ao Estadão por fontes na área da segurança pública. Segundo o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, um dos suspeitos já foi identificado. Ele tem antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas.

A investigação não descarta nenhuma possibilidade, mas trabalha com duas suspeitas principais: uma reação do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou retaliação por sua atuação na prefeitura de Praia Grande (SP), onde era secretário de Administração.

Ele e a mulher saíam de um restaurante e iam para casa quando foram abordados. Um dos criminosos apontou a arma para a cabeça do ex-policial. Foram roubados celulares, joias, cartões e a moto do casal. Os suspeitos foram presos em flagrante, e os bens, recuperados.

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"Combati esses caras durante tantos anos e agora os bandidos sabem onde moro. Minha família, agora, quer que eu deixe o emprego em Praia Grande e saia de São Paulo", disse ao Estadão após o episódio. Ele ainda apontava estar preocupado com a exposição do assalto na mídia e que sua família se sentia ameaçada.

Em maio de 2022, o ex-delegado-geral foi vítima de um assalto, mas na Avenida do Estado, zona sul da capital. Uma dupla em uma motocicleta o abordou, mas desistiu ao perceber que o veículo que Fontes dirigia era blindado.

Dois anos antes, em 2020, Fontes sofreu uma emboscada de assaltantes no Ipiranga. Ele reagiu e chegou a balear um dos criminosos, que conseguiu fugir. Já em 2012, o ex-chefe da Polícia Civil foi abordado por dois homens na Via Anchieta, no ABC.

Caso seja confirmada a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) será a terceira "grande vingança" promovida pela facção contra autoridades que combateram o grupo dentro e fora dos presídios.

Estadão
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