Brasil fica em 107º lugar em índice de percepção de corrupção
Transparência Internacional citou escândalos do INSS e do Master
O Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional, colocou o Brasil na 107ª posição entre os 182 países analisados em 2025, ano marcado por escândalos envolvendo o INSS e o Banco Master.
O país obteve 35 pontos, um a mais em relação ao IPC de 2024, quando registrou o pior resultado da série histórica iniciada em 2012. A melhor nota foi alcançada naquele ano, com 43 pontos.
Em 2025, o Brasil "chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita, como INSS e Master, impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas de ministros do STF", afirmou o diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão.
De acordo com o representante da ONG, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário "têm contribuído" para a "estagnação" do indicador, que apresentou apenas uma leve melhora em relação a 2024.
O país ficou distante das nações com melhor desempenho no IPC em 2025, ranking liderado por Dinamarca, com 89 pontos, seguida por Finlândia (88) e Singapura (84).
Segundo Brandão, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "falhou muito, permitindo a captura de agências regulatórias e estatais, além de manter a barganha política baseada na farra das emendas".
Segundo ele, o Poder Legislativo tem atuado "não para fortalecer, mas para debilitar o combate à corrupção", ao aprovar iniciativas como "o afrouxamento da Ficha Limpa, enquanto as emendas não param de se agigantar".
Por fim, o Supremo Tribunal Federal "continua garantindo impunidade generalizada a casos de macrocorrupção, ao mesmo tempo que os próprios ministros aparecem com vínculos altamente suspeitos", apontou Brandão.