Argentina de Milei apresenta maior queda na pobreza desde início da gestão, diz pesquisa
A taxa de pobreza na Argentina caiu para 31,6% da população urbana no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos.
A taxa de pobreza na Argentina caiu para 31,6% da população urbana no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento divulgado na sexta-feira, 26 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O índice equivale a cerca de 9,5 milhões de pessoas e é o menor já registrado durante o governo de Javier Milei.
O resultado representa uma queda de 6,5 pontos percentuais em relação ao segundo semestre de 2024, quando o patamar era de 38,1%. Trata-se também da menor taxa desde 2018, quando o índice ficou em 23,7%.
Nos últimos dois anos, a redução acumulada chega a 8,5 pontos percentuais, partindo dos 40,1% registrados no primeiro semestre de 2023, período anterior à posse de Milei, em dezembro daquele ano.
O levantamento contempla as 31 principais regiões metropolitanas do país, sem considerar áreas rurais. O estudo ainda mostrou queda na indigência, que recuou para 6,9% da população, contra 8,2% no semestre passado.
Eleição provincial na Argentina
O cenário político argentino ganhou novos contornos neste domingo, 7 de setembro, após a vitória do peronismo em província de Buenos Aires, que é o maior colégio eleitoral do país. O atual governador Axel Kicillof, representante do Partido Justicialista, superou com ampla vantagem os candidatos da coalizão governista La Libertad Avanza, do presidente Javier Milei.
Segundo a contagem oficial provisória divulgada às 23h (horário de Brasília), com 93,21% das urnas apuradas, a frente peronista "Fuerza Patria" somou 47,12% dos votos, contra 33,80% da sigla libertária de Milei. A diferença superou as previsões de pesquisas privadas, que indicavam uma disputa mais equilibrada.
A província de Buenos Aires é considerada o coração político da Argentina. Além de concentrar 40% do eleitorado nacional, a região sempre funcionou como um termômetro para avaliar a popularidade dos governos e a capacidade de mobilização das forças de oposição.
Axel Kicillof, em discurso após a confirmação dos resultados, destacou que a votação refletiu a rejeição popular às medidas de austeridade do governo Milei.