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Caso Eliza Samudio: veja tudo que se sabe sobre a descoberta do passaporte da modelo em Portugal

Passaporte encontrado reacendeu os mistérios que envolvem o crime que chocou o país em 2010

6 jan 2026 - 12h57
(atualizado às 16h50)
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Resumo
O passaporte de Eliza Samudio, assassinada em 2010, foi encontrado em Portugal, levantando novos questionamentos sobre o caso que chocou o Brasil e mobilizou autoridades e familiares para investigações.
Caso Eliza Samudio: veja tudo que se sabe sobre a descoberta do passaporte da modelo em Portugal:

Eliza Samudio foi assassinada em 2010, vítima de um crime que chocou o Brasil. No entanto, na última semana começaram a circular informações sobre um suposto passaporte da modelo localizado em Portugal. A notícia reacendeu os mistérios que envolvem o crime, além de mobilizar familiares e autoridades. Diante da repercussão, o Terra reuniu tudo que sabe até agora para tentar explicar o caso. 

De acordo com as informações divulgadas até esta terça-feira, 6, o passaporte teria sido encontrado dentro de um apartamento alugado em Portugal, guardado entre livros em uma estante. A descoberta foi revelada pela Leo Dias TV, que entrevistou o homem responsável por localizar o documento. 

Um passaporte que seria de Eliza Samudio foi encontrado por um homem em Portugal
Um passaporte que seria de Eliza Samudio foi encontrado por um homem em Portugal
Foto: Reprodução/Leo Dias TV

Tanto a identidade dele quanto a da locatária do imóvel seguem sob sigilo, enquanto a polícia apura as circunstâncias do caso. O documento, encontrado no fim de 2025, foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que comunicou o Itamaraty, em Brasília.

Ao Terra, o Itamaraty informou que o Consulado-Geral em Lisboa foi instruído a remeter o passaporte, já expirado e cancelado, para a sede do ministério, em Brasília. O documento ficará à disposição da família, caso haja interesse em recebê-lo.

Susto 

Em entrevista ao portal LeoDias, o homem que supostamente encontrou o passaporte disse que levou um susto ao ver o nome de Eliza Samudio no documento. Ele informou que mora com a mulher e um filho em um apartamento no qual também vive uma outra família, e disse não saber quem o deixou na estante.

“Eu prefiro não falar nada, deixar para as autoridades investigarem para não ser injusto com ninguém. Posso estar falando alguma coisa que pode prejudicar alguém que não tem nada a ver. Prefiro que investiguem de fato como esse passaporte foi parar naquela casa, não posso afirmar nada”, argumentou o homem.

Durante a entrevista, o homem também demonstrou preocupação com a forma como a notícia poderia impactar o filho e a mãe de Eliza Samudio. Ele também levantou dúvidas sobre a possibilidade de uso do documento após a morte da modelo, mesmo com a confissão do crime feita pelo goleiro Bruno. 

"No meu ponto de vista, sabendo que eu não teria coragem de entrar [em outro país] com o passaporte de alguém que morreu… Acredito que outra pessoa também não [entraria com o documento], a não ser que esteja envolvida nesse crime", afirmou, acrescentando: "Não é possível que alguém vai entrar em Portugal com o passaporte de uma pessoa que teve um homicídio tão grande".

As investigações também apontam que o passaporte foi carimbado pela última vez em 5 de maio de 2007, sem registro de saída, apesar de existirem provas de que Eliza estava no Brasil após essa data.

Expectativa da família 

Sônia Moura, mãe da modelo, decidiu se pronunciar de forma cautelosa. Em contato com o portal O Tempo, de Belo Horizonte, ela confirmou que tomou conhecimento do assunto, mas optou por adotar discrição enquanto os fatos não forem devidamente esclarecidos.

Segundo Sônia Moura, qualquer posicionamento mais firme só será feito após a análise técnica do documento.

Sumiço de Eliza Samudio

Em 2010, Eliza Samudio desapareceu e foi dada como morta, com o ex-goleiro Bruno, na época jogador do Flamengo, sendo identificado como o mandante do crime. 

Eliza desapareceu no dia 4 de junho quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. 

Confissão do crime 

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho do mesmo ano, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. 

Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação de uma namorada do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. 

No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão por cárcere privado. Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. 

Em março de 2013, o Tribunal do Júri de Contagem (MG) condenou Bruno a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Outros envolvidos também foram condenados, com penas que variaram conforme o grau de participação no crime, incluindo a ex-mulher do goleiro e cúmplices apontados como executores e intermediários.

Bruno ganhou liberdade condicional em janeiro de 2023. No ano passado, ele defendeu o Independente, de Mato Escuro, no Campeonato de Verão de Futebol do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense.

O caso de Eliza Samudio marcou profundamente a sociedade brasileira, não apenas pela brutalidade do crime, mas também pela série de controversas que surgiram durante a investigação e julgamento. A falta de descoberta do corpo até hoje gera muitas perguntas e incertezas.

Fonte: Portal Terra
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