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Mãe de Eliza Samudio quebra o silêncio sobre passaporte da filha encontrado em Portugal

Após o irmão, foi a vez da mãe de Eliza Samudio se manifestar sobre o passaporte que apareceu misteriosamente em Portugal

6 jan 2026 - 08h42
(atualizado às 14h18)
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A circulação de informações sobre um suposto passaporte de Eliza Samudio localizado em Portugal voltou a mobilizar familiares e autoridades nesta segunda-feira (5). Diante da repercussão do caso, Sônia Moura, mãe da modelo assassinada em 2010, decidiu se pronunciar de forma cautelosa. Em contato com o portal O Tempo, ela confirmou que tomou conhecimento do assunto, mas optou por adotar discrição enquanto os fatos não forem devidamente esclarecidos.

O que ela disse?

Segundo Sônia Moura, qualquer posicionamento mais firme só será feito após a análise técnica do documento. A mãe de Eliza explicou que aguarda uma verificação detalhada, que será conduzida por ela em conjunto com seus advogados. A postura reservada reflete o cuidado diante de um tema que reacende uma dor antiga e levanta questionamentos sensíveis para a família.

Irmão de Eliza Samudio se pronuncia após passaporte ser encontrado - destaque galeria
Irmão de Eliza Samudio se pronuncia após passaporte ser encontrado - destaque galeria
Foto: Contigo

Investigação, sigilo e versões levantadas

De acordo com as informações divulgadas, o passaporte teria sido encontrado dentro de um apartamento alugado em Portugal, guardado entre livros em uma estante. A descoberta foi revelada pelo Portal LeoDias, que entrevistou o homem responsável por localizar o documento. Tanto a identidade dele quanto a da locatária do imóvel seguem sob sigilo, enquanto a polícia apura as circunstâncias do caso. O entrevistado demonstrou preocupação com a forma como a notícia poderia impactar o filho e a mãe de Eliza Samudio.

Durante a entrevista, o homem levantou dúvidas sobre a possibilidade de uso do documento após a morte da modelo, mesmo com a confissão do crime feita pelo goleiro Bruno. "No meu ponto de vista, sabendo que eu não teria coragem de entrar [em outro país] com o passaporte de alguém que morreu… Acredito que outra pessoa também não [entraria com o documento], a não ser que esteja envolvida nesse crime", afirmou, acrescentando: "Não é possível que alguém vai entrar em Portugal com o passaporte de uma pessoa que teve um homicídio tão grande". As investigações também apontam que o passaporte foi carimbado pela última vez em 5 de maio de 2007, sem registro de saída, apesar de existirem provas de que Eliza estava no Brasil após essa data.

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