Em meio ao iminente fim dos carros conectados, o Google tenta tranquilizar os consumidores
Os carros conectados corriam o risco de envelhecer mais rapidamente devido ao software do que aos componentes mecânicos; Na CES 2026, o Google e a Qualcomm anunciaram uma parceria inovadora: até 10 anos de atualizações para o Android Automotive, sem necessidade de alterações de hardware; Essa promessa, inspirada no mundo dos smartphones, pode alterar profundamente o ciclo de vida digital dos carros modernos
Durante muito tempo, os carros envelheceram relativamente devagar. Seus motores, chassis e equipamentos eram projetados para durar décadas. Mas com a chegada de telas, serviços conectados e sistemas embarcados complexos, surgiu um novo risco: a obsolescência prematura do software. Carros que ainda funcionam perfeitamente, mas presos a versões de software desatualizadas, vulneráveis em termos de segurança ou sem novos recursos. É exatamente esse cenário que o Google e a Qualcomm querem evitar.
Dez anos de atualizações, como em smartphones, ou quase
Na CES 2026, as duas empresas formalizaram um importante acordo referente ao Android Automotive OS. O objetivo é garantir até 10 anos de atualizações de software, incluindo patches de segurança, melhorias de sistema e novos recursos, para veículos equipados com plataformas Snapdragon Cockpit.
Essa abordagem se baseia em uma transposição direta do Project Treble, já utilizado em smartphones Android. Seu princípio parece simples, mas não deixa de ser relevante: separar a camada de software do Android do hardware. Em outras palavras, o sistema pode evoluir sem exigir uma reformulação completa do hardware. Aplicado à indústria automotiva, esse modelo permite que o mesmo veículo abranja quatro gerações de plataformas Snapdragon, cobrindo mais de 14 sistemas em um chip (SoCs), mantendo-se atualizado.
Para as montadoras, o benefício reside na redução da fragmentação do software, na diminuição dos custos de engenharia e, sobretudo, em um ...
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