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Volkswagen Taos 2026 fica mais ágil na cidade com câmbio de 8 marchas

Quatro dias no Guarujá bastaram para mostrar onde o VW Taos evoluiu e por que o câmbio fez diferença

5 fev 2026 - 16h58
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Volkswagen Taos 2026 Highline 250 TSI AT8
Volkswagen Taos 2026 Highline 250 TSI AT8
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

Experimentamos o Volkswagen Taos 2026, que ficou mais bonito, um pouco mais ágil no trânsito e agora vem do México com uma ótima novidade: o câmbio automático de 8 marchas (AQ300, da própria VW) no lugar do antigo AT6 da Aisin (empresa da Toyota). Ficamos apenas quatro dias com o Taos e só rodamos no Guarujá (cidade do litoral paulista).

Não foi possível avaliar o Taos 2026 na estrada, mas ele mostrou méritos na cidade. O câmbio de 8 marchas aproveita muito mais as possibilidades do motor 1.4 turbo de 150 cv, já que a Volkswagen não quis dar ao Taos o mesmo motor que ele ganhou nos Estados Unidos: 1.5 turbo de 176 cavalos. Talvez devesse, considerando que no Brasil o Taos enfrenta uma concorrência de peso.

Ela vai do Jeep Compass de 167 cv ao Haval H6 híbrido de 243 cv, passando por duas recentes estrelas do segmento C-SUV: o Toyota Corolla Cross e o Tiggo 7, da Caoa Chery. Estamos falando de carros com versões híbridas ou plug-in. Mas é compreensível, pois o Taos – embora seja importante – não é e não será a "vaca leiteira" da VW do Brasil, mais interessada em "bombar" o Tera, seu SUV urbano.

Preços

  • Taos Comfortline: R$ 200.000
  • Taos Highline: R$ 210.000

Para o cliente da Volkswagen que já tinha um Taos, a melhora é significativa, mesmo com o mesmo motor. O carro ficou um pouco maios esperto no trânsito urbano: menos hesitante nas arrancadas, mais coerente nas retomadas curtas e mais previsível em situações comuns do dia a dia, como cruzamentos apertados, conversões rápidas e deslocamentos em baixa velocidade. É nesse cenário que o novo câmbio faz diferença.

Volkswagen Taos 2026 Highline 250 TSI AT8
Volkswagen Taos 2026 Highline 250 TSI AT8
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

O AT8 ampliou o aproveitamento de torque do motor 250 TSI. As trocas são mais bem distribuídas, o carro responde com menos atraso ao acelerador e a sensação geral é de um conjunto ligeiramente mais solto. O ganho de três décimos na aceleração de 0-100 km/h, agora feita em 9 segundos, aparece mais como sensação do que como dado. O Taos parece mais disposto, mesmo sem ter mudado de personalidade.

O facelift também contribui para essa percepção de evolução. A dianteira ficou mais limpa, com desenho atualizado e uma grande "boca" na parte inferior. Na traseira, as novas lanternas em LED e o primeiro logotipo iluminado da VW do Brasil mostram como é possível ter ideias brilhantes mesmo com pouca margem de manobra. A verdade é que a Volks tenta melhor o impacto visual imediato de seu SUV, que sempre sofreu de falta de "carisma", digamos assim.

Volkswagen Taos 2026 Highline 250 TSI AT8
Volkswagen Taos 2026 Highline 250 TSI AT8
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

Por dentro, o Taos continua sendo um dos bons exemplos do segmento. A central multimídia de 10,1 polegadas já era um ponto forte e ficou ainda melhor. É rápida, intuitiva e estável – algo que, curiosamente, ainda diferencia o modelo em um mercado onde telas grandes nem sempre vêm acompanhadas de boa experiência de uso. No trânsito urbano, isso faz diferença todos os dias.

Mas, verdade seja, mesmo com todo o capricho da Volkswagen na construção do Taos, quando você sai de um SUV chinês e entra nele, a sensação é a de ter voltado décadas atrás. Isso acontece também com o Jeep Compass e o Toyota Corolla Cross. Eis um desafio que extrapola as qualidades construtivas do Taos (que são ótimas) e o mérido da Engenharia da Volkswagen (que são notáveis).

Certos passos dependem de decisões de escalões muito elevados – e a ausência de um sistema híbrido por certo é uma demonstração de que o Taos cumpre muito bem o seu papel para os clientes da VW do Brasil, mas não está na linha de frente da batalha da montadora.

Volkswagen Taos 2026 Highline 250 TSI AT8
Volkswagen Taos 2026 Highline 250 TSI AT8
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

O SUV importado do México ganhou 6 milímetros no comprimento em relação ao que vinha da Argentina, chegando a 4,47 m, mas manteve intactas as proporções que sempre foram um de seus trunfos: 1,84 m de largura, 1,63 m de altura e 2,68 m de entre-eixos. O espaço interno é generoso e o porta-malas de 500 litros é excelente.

A escolha dos pneus 235/45 R19 também revela uma abordagem mais racional do que estética, preservando conforto e comportamento no asfalto e nas irregularidades dos pisos urbanos. Até na areia da praia eles pisaram, e tudo bem. Também não podemos esquecer que o Taos tem suspensão independente nas quatro rodas e é seguramente o carro com o melhor comportamento dinâmico e direcional de nsua categoria, superior a qualquer SUV chinês, ao Toyota Corolla Cross e até ao Jeep Compass.

Um detalhe interessante bé a fredução do tanque de combustível de 51 para 48 litros, o que mostra a fé dos engenheiros num consumo aceitável para um carro de de porte médio com motor a combustão. Com gasolina, faz 11 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada. Com etanol faz 8 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada. Esses números dependem muito mais da forma como o motorista dirige do que do próprio carro.

Volkswagen Taos 2026 Highline 250 TSI AT8
Volkswagen Taos 2026 Highline 250 TSI AT8
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

No fim das contas, o Volkswagen Taos 2026 não tenta disputar protagonismo técnico com SUVs híbridos ou plug-ins. Ele segue apostando em uma fórmula mais tradicional, agora mais bem ajustada ao uso real. Não é o mais potente, nem o mais tecnológico do segmento, mas ficou mais agradável de conviver no trânsito urbano e certamente deve ter ficado melhor ainda na estrada, devido ao novo câmbio.

Guia do Carro
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