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Seguro de carro elétrico pode ser até 20% mais barato, aponta seguradora

Levantamento mostra crescimento de 72% na frota eletrificada segurada e indica menor índice de roubos e acidentes nesses modelos

12 mai 2026 - 17h57
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O seguro de carros elétricos pode custar, em média, até 20% menos do que o de modelos equivalentes a combustão. O dado faz parte de um levantamento da Allianz, que também aponta crescimento acelerado da presença desses veículos nas carteiras das seguradoras.

Segundo a empresa, o volume de elétricos segurados cresceu 72% entre janeiro e outubro de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O movimento acompanha a expansão da frota eletrificada no Brasil, impulsionada principalmente pela chegada de novas marcas chinesas e pela queda gradual no preço de alguns modelos.

À primeira vista, o resultado parece contraditório. Afinal, carros elétricos têm baterias caras, reparos mais complexos e dependem de oficinas especializadas. Ainda assim, seguradoras afirmam que esses veículos costumam apresentar menor índice de roubos, menos acidentes e um perfil de motorista mais cauteloso.

Além disso, boa parte dos modelos eletrificados traz sistemas avançados de assistência à condução e segurança, o que também ajuda a reduzir o risco de colisões e, consequentemente, o custo das apólices.

Parte dessa redução também vem do amadurecimento do mercado. Nos primeiros anos dos elétricos no Brasil, as seguradoras tinham pouca base histórica para calcular risco, custo de manutenção e comportamento dos proprietários. Com o aumento da frota, as empresas passaram a reunir mais dados sobre uso, reparabilidade e sinistralidade desses modelos.

Mesmo assim, a conta do seguro continua dependendo de fatores tradicionais, como idade do motorista, histórico de direção, CEP de pernoite e valor do veículo. Nos elétricos, entram ainda variáveis específicas, como disponibilidade de peças, custo de reparação da bateria e presença de oficinas preparadas para lidar com sistemas de alta tensão.

Na prática, a cobertura básica segue semelhante à de um carro convencional: colisão, roubo, furto e perda total. A diferença está em itens ligados à eletrificação. Algumas seguradoras passaram a incluir proteção para bateria de alta tensão, cabo de carregamento e assistência em caso de pane seca — quando o carro fica sem carga.

Nesse tipo de situação, o serviço normalmente prevê reboque até um ponto de recarga ou até a residência do proprietário. O crescimento dos elétricos também obrigou seguradoras a adaptar suas próprias estruturas de atendimento e reparação.

A Allianz afirma que treinou equipes de assistência, inspeção e atendimento voltadas especificamente ao manuseio de veículos eletrificados. Segundo a empresa, há atualmente parcerias com cerca de 150 concessionárias especializadas no País, além de avaliações periódicas em oficinas credenciadas para verificar capacidade técnica e infraestrutura adequada para esse tipo de reparo.

O levantamento também ajuda a desenhar o perfil de quem compra carros elétricos no Brasil. Mais de 60% dos segurados têm entre 36 e 55 anos. O Sudeste concentra 39% das apólices emitidas, seguido por Nordeste e Sul. São Paulo lidera o volume total de seguros, enquanto Minas Gerais aparece entre os destaques da carteira da seguradora.

Os carros segurados ainda são, em sua maioria, bastante novos. Segundo a Allianz, mais de 90% das apólices emitidas envolvem modelos 2024 ou superiores. Quase metade dos veículos segurados está na faixa entre R$ 90 mil e R$ 130 mil.

Estadão
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