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Semáforo "Faixa Verde" se espalha pelo Brasil e acelera o tráfego em avenidas

Sistema usa sensores no asfalto para acionar o sinal apenas quando há veículos na via secundária e evitar interrupções no fluxo principal

9 mai 2026 - 18h34
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A Prefeitura de Santo André iniciou a implantação do semáforo faixa verde, sistema que usa sensores no asfalto para acionar o sinal apenas quando há veículos na via secundária, com o objetivo de reduzir filas e melhorar a fluidez em cruzamentos da cidade.

A faixa verde é uma marcação pintada no pavimento que indica o ponto exato onde o motorista deve parar para que o sistema funcione. Ao posicionar o veículo sobre essa área, o condutor aciona automaticamente o semáforo da via transversal.

Na prática, isso evita que o sinal abra sem necessidade. Se não houver veículos sobre a faixa verde, o fluxo da via principal segue contínuo, sem interrupções. Já quando há carros ou motos aguardando, o sistema identifica a demanda e libera o sinal no momento adequado.

Como funciona a tecnologia

O sistema é baseado em sensores magnéticos instalados sob o asfalto, conhecidos como laços indutivos. Esses dispositivos detectam a presença de massa metálica — como veículos — e enviam essa informação a um controlador semafórico.

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A partir desse comando, o equipamento ajusta o tempo de abertura do sinal. O sistema respeita um tempo mínimo para a via principal e pode reabrir o sinal para a via secundária caso ainda haja veículos posicionados sobre a faixa verde, tornando a operação mais dinâmica e adaptada ao fluxo real. Placas informativas devem ser instaladas para orientar os motoristas sobre o funcionamento do sistema.

As primeiras instalações, realizadas em abril, ocorreram em cinco cruzamentos: Avenida Príncipe de Gales com acesso à Fundação Santo André; Rua Nova Zelândia com Avenida Presidente Costa e Silva; Rua Maringá com Rua das Hortências; Avenida Prestes Maia, na saída da sede da GCM; e Avenida Presidente Costa e Silva, no retorno próximo à White Martins.

Essa tecnologia também está presentes em cidades como Londrina (PR), Poços de Caldas, Aparecida de Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Campinas (SP), São José dos Pinhais (PR) e Porto Velho (RO).

Estadão
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