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Marca de luxo Aston Martin faz recall raro de hipercarro que custa R$ 20 milhões; veja problema

Apenas sete unidades do modelo Valkyrie 2024 serão retiradas de circulação para reparo técnico

19 jun 2026 - 11h21
(atualizado às 11h25)
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Modelo Valkyrie custa cerca de R$ 20 milhões, na conversão para o real
Modelo Valkyrie custa cerca de R$ 20 milhões, na conversão para o real
Foto: Reprodução

A Aston Martin anunciou um recall de apenas sete unidades do carro modelo Valkyrie 2024, que custa cerca de R$ 20 milhões. A retirada dos carros do mercado foi uma decisão "raríssima", segundo o site Motor1, especializado em automóveis. A marca percebeu que os modelos equipados com suspensão de pista são suscetíveis a uma deformação na vedação de um dos cilindros mestres de freio.

Se o selo se deformar, pode causar uma cascata de problemas. Primeiro, impede que o fluido de freio retorne ao reservatório quando o pedal do freio for liberado. Se isso acontecer, a pressão do freio não será liberada.

Se o fluido suficiente acumular até um certo ponto de saturação, os freios podem arrastar no disco do freio. Se as temperaturas do disco já estiverem elevadas e o carro estiver sendo conduzido agressivamente, os discos de freio podem aquecer o suficiente para acender a resina no duto de resfriamento do freio traseiro de fibra de carbono.

Felizmente, a questão só se apresenta quando o modelo Valkyrie é conduzido de uma maneira muito específica, o que não é possível ao dirigir em vias públicas. De acordo com o relatório de recall, seria necessário uma série de condições para que o problema ocorra. 

Para a falhar aconteer seria preciso, por exemplo, que o Valkyrie estivesse sendo usado em pista, com o programa eletrônico de estabilidade nos modos Sport, Track ou desligado. O carro também deve estar em uma situação de sobreviragem ou derrapagem, com velocidade lateral muito alta, acima dos limites de guinada e ângulo de escorregamento da carroceria.

A Aston Martin soube pela primeira vez de um problema potencial em novembro de 2022 e imediatamente começou a trabalhar com seu fornecedor Alcon para determinar a causa do fracasso. A montadora identificou a causa raiz em fevereiro de 2025 e começou a projetar uma correção, que estava pronta um mês depois.

A nova parte começou a ser lançada em setembro de 2025 e, no início de 2026, o Critical Concerns Review Group da empresa analisou os dados para determinar uma recomendação ao Comitê de Recall da Aston. O grupo decidiu no final de maio emitir um recall voluntário de segurança.

A Aston Martin instruirá os proprietários afetados a levar seus veículos a um revendedor, onde um técnico de serviço substituirá o cilindro mestre de freio por uma nova peça projetada. O reparo levará até cinco horas para ser concluído.

O site especializado em automóveis Motor1 ressalta que pode ter levado quase quatro anos para a Aston Martin descobrir o problema do freio, mas não é algo que os pilotos experimentariam com tanta frequência. As condições para causar o problema são bastante específicas, mas podem ocorrer em um carro como o Valkyrie, então a Aston é inteligente para jogar pelo seguro e consertar os sete carros que isso pode acontecer.

Fonte: Portal Terra
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