Omoda 4: aceleramos o SUV que promete tirar o sono de T-Cross e Creta
Com lançamento para 2027, modelo de entrada da Omoda Jaecoo foca em eletrificação, espaço interno, tecnologia e agressividade nos preços no segmento mais disputado do País
O Omoda 4 chegará ao Brasil no início de 2027 como o SUV de entrada da Omoda Jaecoo, visando rivalizar com modelos como T-Cross e Creta. O utilitário compacto aposta em motorização híbrida flex, consumo estimado acima de 20 km/l e autonomia superior a 900 km. Com visual futurista, amplo espaço traseiro e central multimídia de 13,2 polegadas, o veículo terá adaptações exclusivas para o mercado nacional, incluindo teto térmico e calibrações focadas no consumidor brasileiro sob plano de produção local.
A Omoda Jaecoo confirmou que o aguardado Omoda 4 desembarca no Brasil no primeiro semestre de 2027, integrando um plano ousado de sete lançamentos para o próximo ano. A operação conjunta mira a marca de 150 mil veículos anuais comercializados e prevê a expansão da rede para 150 concessionárias até o fim de 2026.
O novo utilitário será a aposta de entrada da marca, aliado ao projeto de nacionalização da produção para ganhar capilaridade no mercado interno. O grande destaque prometido para o SUV é a sua mecânica, equipada com o sistema híbrido SHS (Super Hybrid System) e a inédita tecnologia híbrido-flex da marca, aliando a eficiência da eletrificação ao etanol.
O atual modelo híbrido com motor a gasolina a que tivemos acesso na China, tem conjunto que garante aceleração de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. A marca alcançou pelo menos 20 km/l de consumo em avaliações de rodagem na China que simularam diversas condições de trânsito e registrou autonomia superior a 911 quilômetros.
Para o Brasil, o Omoda 4 terá a inédita tecnologia híbrida flex como um de seus diferenciais. Concessionários também têm forte expectativa pela chegada do modelo e apostam numa estratégia ousada de preços.
Com 4,42 metros de comprimento e 2,70 m de distância entre-eixos, o SUV compacto competirá em um dos segmentos mais disputados do Brasil, enfrentando rivais como Honda HR-V, Volkswagen T-Cross, além do Nissan Kicks e do Hyundai Creta.
O modelo também enfrentará rivais diretos com propostas eletrificadas, como o Caoa Chery Tiggo 5x Pro Hybrid e o BYD Song Pro.
Design 'mecha' e interior pensado no brasileiro
Visualmente, o Omoda 4 adota o design batizado de Cyber Mecha, marcado por linhas angulares, proporções largas e uma estética futurista focada em soluções aerodinâmicas.
Visando essa competitividade, a montadora expandirá sua equipe brasileira de pesquisa e desenvolvimento para adaptar calibrações, motores e dirigibilidade às exigências do motorista local. Ter uma fábrica nacional continua sendo a prioridade máxima do grupo.
Por dentro, o foco é o entretenimento a bordo pela tela de 13,2" do sistema multimídia sob o conceito Mobile Live House, que transforma a cabine em um espaço interativo com karaokê, jogos eletrônicos, iluminação ambiente e comandos de voz.
O pacote tecnológico também receberá, de forma gradual, recursos de estacionamento autônomo e comunicação inteligente operada por inteligência artificial.
Outra particularidade esperada neste Omoda 4 é a adoção de um teto térmico exclusivo para o Brasil, capaz de reduzir a temperatura interna em até 10 graus C no calor tropical.
Omoda 4: impressões ao dirigir
Em um breve contato que a reportagem do Jornal do Carro teve com o Omoda 4 numa pista de testes, pudemos avaliar seu acabamento e espaço e também seu desempenho.
A versão híbrida plena que aceleramos do Omoda 4 trazia motor 1.5 turbo a gasolina que trabalha com um propulsor elétrico, ambos aliados à transmissão híbrida que entregam potência combinada de 224 cv e torque de 30,1 kgfm. A bateria é de 1,83 kWh. A motorização flex que vem para o Brasil não foi confirmada, mas pode ser de menor cilindrada.
Pudemos conferir uma aceleração progressiva, boas respostas de estabilidade em curvas e um acerto firme de suspensão durante a avaliação, mas todo esse conjunto pode mudar quando vier para o Brasil.
O acabamento da unidade avaliada era simples, apesar de sua geometria e apelo esportivo. Os revestimentos plásticos do modelo chinês devem dar lugar a materiais macios ao toque. Sem dúvida será o SUV compacto com melhor espaço no banco traseiro e comportará um terceiro passageiro com conforto graças à ausência do túnel central.
O porta-malas não é dos mais espaçosos, mas sua capacidade de 345 litros o mantém na média do segmento.
Diante de um mar de opções, a sua motorização com sistema híbrido (que promete entregar um conjunto mais econômico), conteúdos e acabamento diferenciados e preço competitivo serão determinantes para tirar o sono de marcas tradicionais.
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