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Volkswagen prepara SUV cupê híbrido para 2027 e mantém T-Cross e Nivus em linha

Modelo será produzido em São Bernardo do Campo e terá motorização eletrificada; SUVs atuais também podem ganhar sistema híbrido leve

28 out 2026 - 11h48
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Foto: Divulgação / Volkswagen

A Volkswagen confirmou que produzirá seu primeiro veículo híbrido flex na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), a partir de 2027. A novidade deve ser um SUV cupê inédito, desenvolvido com base na nova geração do T-Roc europeu e adaptado ao mercado brasileiro.

Conhecido internamente como Projeto Saga, o modelo será produzido sobre a plataforma MQB37, uma evolução da arquitetura MQB preparada para receber sistemas eletrificados. A expectativa é de um veículo com cerca de 4,45 metros de comprimento, maior que T-Cross e Nivus e posicionado entre os SUVs compactos e o segmento médio.

A principal aposta para a motorização é o 1.5 TSI Evo2, adaptado para funcionar com gasolina e etanol. A estratégia pode variar conforme a versão: configurações mais acessíveis devem utilizar sistema híbrido leve (MHEV), enquanto as mais caras podem adotar um sistema híbrido pleno (HEV).

A configuração híbrida plena permitiria rodar em modo elétrico em situações específicas, como em baixas velocidades na cidade, sem precisar conectar o veículo à tomada. O motor 1.5 também reúne tecnologias voltadas à eficiência, como ciclo Miller, turbo de geometria variável e desativação de cilindros em determinadas condições.

A chegada do novo SUV não deve significar o fim de T-Cross e Nivus. Os dois modelos podem receber atualizações e sistema híbrido leve associado ao motor 1.0 turbo, prolongando sua permanência no mercado. O Nivus também deverá receber o câmbio automático de oito marchas já adotado pelo T-Cross.

O lançamento faz parte do plano de investimentos de R$ 16 bilhões da Volkswagen no Brasil até 2028. Enquanto o novo SUV ocupará uma posição mais alta na gama nacional, a marca também prepara mudanças em outros modelos e pode recorrer a projetos desenvolvidos em parceria com fabricantes chinesas para ampliar a oferta de veículos eletrificados.

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