Novo golpe do pedágio eletrônico faz vítimas; veja como evitar
Criminosos estão criando páginas falsas que imitam os sistemas do pedágio eletrônico Free Flow para cobrar débitos inexistentes via Pix. Promovidos por links patrocinados, esses sites exibem dados reais dos veículos para enganar condutores sem tag automática. A ANTT alerta que não há portal único nem envio de boletos, sendo cada concessionária responsável por sua cobrança. Para evitar o golpe, motoristas devem consultar apenas os sites oficiais ou o app da CNH antes de pagar qualquer valor.
A expansão dos pedágios eletrônicos sem cancelas abriu espaço para uma fraude que pode atingir motoristas mesmo depois de uma viagem comum. Criminosos estão criando páginas que imitam sistemas de cobrança das rodovias e apresentam débitos falsos para convencer as vítimas a fazer pagamentos por Pix.
O esquema explora o funcionamento do Free Flow, tecnologia que registra a passagem dos veículos por câmeras e sensores, sem exigir parada em uma praça de pedágio. Quem não utiliza uma tag de pagamento automático precisa consultar os valores pendentes e quitar a tarifa pelo canal autorizado da concessionária responsável.
O problema começa quando o motorista procura na internet onde pagar. Links patrocinados em buscadores e publicações nas redes sociais podem levar a sites fraudulentos, visualmente parecidos com páginas oficiais. Depois que a placa é informada, aparece uma suposta dívida, geralmente de valor baixo, semelhante ao preço de um pedágio real.
Em levantamento divulgado em setembro de 2026, a empresa de segurança digital Kaspersky informou ter identificado 480 sites falsos ligados a esse golpe desde o começo do ano. Algumas páginas chegam a mostrar dados corretos dos veículos, recurso que ajuda os criminosos a transmitir credibilidade.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) alerta que não existe um portal único para pagar todas as passagens do Free Flow. Cada concessionária possui canais próprios. A agência também informa que boletos enviados por correio ou e-mail como supostas cobranças de pedágio podem fazer parte da fraude.
Para evitar prejuízos, a recomendação é acessar diretamente o site ou aplicativo oficial da concessionária, sem depender de anúncios de busca ou links recebidos em mensagens. Antes de confirmar um Pix, o motorista deve conferir os dados de quem receberá o dinheiro e desconfiar de ameaças de multa imediata.
O aplicativo oficial CNH do Brasil também passou a oferecer consulta de passagens e direcionamento para os canais autorizados de pagamento. Se uma cobrança parecer suspeita, a orientação é não pagar até confirmar sua origem. Quem já transferiu dinheiro deve procurar imediatamente o banco e registrar a ocorrência para tentar limitar o prejuízo.
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