Sergio Moro comenta situação de Flávio Bolsonaro: "Deixar o país é compreensível"
Eleito governador do Paraná em 2026, Sergio Moro criticou a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula na disputa presidencial. Moro afirmou que o país segue longe da normalidade institucional e considerou compreensível uma eventual saída do senador do Brasil. A declaração marca a transição de Moro, ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro, que venceu o pleito estadual no primeiro turno e assumirá o Executivo paranaense em janeiro de 2027 ao lado do vice Edson Vasconcelos.
O cenário político brasileiro ganhou um novo capítulo após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Nesta terça-feira (27 de outubro), o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), utilizou as redes sociais para comentar a situação envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto.
Através do X, Moro fez um questionamento: "Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição?", escreveu.
Na sequência, o governador eleito apresentou sua avaliação sobre o episódio: "O Brasil segue longe da normalidade institucional. No contexto, Flávio deixar o país é compreensível", acrescentou.
Moro participou da campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições, quando o senador recebeu aproximadamente 59,8 milhões de votos. Lula foi reeleito presidente da República com cerca de 64,3 milhões de votos.
A manifestação ocorre em um momento de transição na carreira política de Sergio Moro, que se prepara para assumir o governo do Paraná após vencer as eleições estaduais.
Natural de Maringá, Moro ganhou projeção nacional durante sua atuação como juiz federal na Operação Lava Jato, responsável por investigações envolvendo corrupção e lavagem de dinheiro.
Em 2018, deixou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro. Sua passagem pelo Executivo terminou em abril de 2020, quando pediu demissão após divergências com o então presidente.
Posteriormente, ingressou na política partidária e foi eleito senador pelo Paraná em 2022. Durante o mandato, participou de discussões relacionadas à segurança pública, ao combate à corrupção e ao funcionamento das instituições brasileiras.
Nas eleições de 2026, Moro conquistou o governo paranaense ainda no primeiro turno, com 50,10% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ex-juiz recebeu mais de 3,1 milhões de votos e terá Edson Vasconcelos (PL) como vice-governador. A posse está prevista para 6 de janeiro de 2027, quando Moro iniciará uma nova etapa de sua trajetória política à frente do Executivo estadual.
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