Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Nem todo carro chinês é BYD; quem entra forte em 2026 fora do top 3

Com base nos números de 2025, marcas chinesas fora do top 3 ganham relevância e disputam espaço no mercado brasileiro em 2026

18 jan 2026 - 11h29
(atualizado em 18/1/2026 às 15h01)
Compartilhar
Exibir comentários
Geely EX2, um dos carros que podem crescer no Brasil em 2026
Geely EX2, um dos carros que podem crescer no Brasil em 2026
Foto: Geely / IA

Enquanto BYD, Caoa Chery e GWM concentram quase todas as atenções, os dados consolidados de 2025 ajudam a entender quais marcas chinesas fora do top 3 entram em 2026 com fôlego para crescer. Várias marcas vão buscar elevância e sobrevivência em um mercado que começa a se tornar mais seletivo até para as chinesas.

Jaecoo, GAC e Geely têm estratégias diferentes

Juntas, as três líderes respondem por cerca de 94% das vendas de veículos chineses no Brasil. O restante parece pequeno à primeira vista. Mas é justamente nesse segundo grupo que se desenha o próximo estágio do mercado. Entre as marcas chinesas que operam fora do bloco dominante, algumas começam a mostrar boa capacidade de crescimento.

A Jaecoo encerrou 2025 com quase 5 mil carros vendidos. O volume ainda não altera rankings, mas é relevante para uma marca recém-chegada, em plena fase de construção de rede, imagem e reconhecimento. Mais do que quantidade, o resultado indica estrutura operacional funcionando.

A GAC (pronuncia-se Gê-A-Cê) segue caminho semelhante, porém com posicionamento mais sofisticado. Com pouco mais de 3,6 mil veículos emplacados, aposta em crescimento gradual e parece focar na construção da marca – uma estratégia mais lenta, porém potencialmente mais sustentável para 2026.

Já a Geely, agora oficialmente presente no Brasil de braços dados com a Renault, começa a sair do estágio experimental. Com cerca de 3,3 mil unidades em 2025, ainda está distante das líderes, mas carrega diferenciais importantes para o próximo ciclo: escala global, portfólio amplo e capacidade industrial. O compacto elétrico EX2 pode ser uma pedra no sapato da BYD.

Omoda e Leapmotor já puxam o segundo pelotão

Outras marcas operam em volumes ainda menores, mas cumprem papel relevante na transição do mercado. Omoda, JAC Motors, Zeekr, Leapmotor e a ousada MG ajudam a compor um cenário fragmentado, no qual cada fabricante testa seu modelo de negócio, seu público e sua capacidade de adaptação ao consumidor brasileiro.

Há potencial claro de crescimento na Omoda, que lançou recentemente um híbrido pleno com poreço de Toyota Corolla Cross básico, e na Leapmotor, que é operada simplesmente pela supermontadora Stellantis, líder disparada do mercado brasileiro.

Nesse estágio, vender carros é apenas parte do desafio. O ponto central passa a ser construir confiança – com rede de concessionárias, pós-venda eficiente, disponibilidade de peças e comunicação clara. Segundo análise da consultoria automotiva K.Lume, em 2026 não bastará existir; será preciso explicar ao consumidor o que cada marca é e o que ela entrega. Ou pode sumir do mercado.

Nem toda montadora chinesa joga o mesmo jogo

Para a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), as montadoras chinesas são um perigo existencial. A narrativa das montadoras tradicionais, entretanto, leva a interpretações equivocadas, inclusive por parte da mídia especializada.

Tratar os carros chineses como um bloco homogêneo é um erro cada vez mais comum; e cada vez mais equivocado. Há marcas focadas em volume, outras em tecnologia, algumas mirando posicionamento premium e outras atuando em nichos bem definidos. Mas todas querem estar no Brasil na próxima década, seja com carros elétricos ou com híbridos.

O que une esse segundo grupo de marcas chinesas não é o tamanho, mas a tentativa de ocupar um espaço próprio antes que o mercado se consolide de vez. Em um ambiente mais competitivo, quem sobreviver fora do top 3 não será necessariamente quem vender mais hoje, mas quem conseguir sustentar operação, imagem e confiança ao longo do tempo.

Haverá espaço para tantas marcas num mercado que dificilmente vai passar de 2,7 milhões de unidades em 2026? Esta é a pergunta que muitos executivos – e não só das chinesas – estão fazendo para suas consultorias neste início de ano.

Guia do Carro
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade