Novo WR-V mostra na prática como o Honda Sensing muda a viagem
Em trajeto de 1.200 km do litoral de São Paulo ao norte do Paraná, testamos na vida real os sistemas de assistência à condução
O novo Honda WR-V já se tornou referência para quem procura um SUV prático e acessível, pois conseguiu reunir alta qualidade construtiva, tecnologia moderna e custo-benefício imbatível em sua categoria. Recentemente, ganhou o Prêmio Trend Car 2025 como Melhor SUV Compacto.
Com pacote de segurança moderno de série, ótimo custo-benefício e garantia de seis anos sem limite de quilometragem, o Novo WR-V é uma compra segura e se destaca pelos atributos que só legítimos SUVs podem exibir. Ele tem 223 mm de vão livre do solo, espaço interno generoso e porta-malas de 458 litros, que pode chegar a 1.466 litros.
Pensado para a rotina urbana e para as viagens de fim de semana, foi com esse espírito que saímos do Guarujá, no litoral paulista, rumo a Londrina, no norte do Paraná, numa viagem de cerca de 1.200 km. Era a oportunidade ideal para entender como o Honda Sensing se comporta no mundo real. Em percursos longos, a tecnologia de assistência ao condutor passa a influenciar diretamente o conforto e a sensação de segurança ao longo das horas ao volante.
Logo nos primeiros quilômetros, a facilidade de uso chama atenção. Os comandos no volante são simples, a leitura no painel é clara e acessar o controle de cruzeiro adaptativo leva poucos segundos. Não há menus confusos nem curva de aprendizado longa. Na Rodovia Castello Branco, bastou ajustar a velocidade e escolher a distância do carro à frente para perceber a mudança na dinâmica da condução.
O Honda WR-V acelera e reduz de forma progressiva, mantendo distância segura e suavidade nas reações. Em trechos de fluxo mais estável, a assistência de permanência e centralização em faixa reduz a carga de trabalho do motorista. A condução fica mais leve, menos tensa e mais previsível quando o trânsito alterna entre fluidez e pequenas reduções de ritmo.
– É curioso como a tensão diminui sem a gente perceber – comentei durante o trajeto. – Você continua atento, mas a condução fica mais constante.
Cris Prado, que não é especialista em automóveis e dividiu a condução comigo, percebeu rapidamente o efeito.
– Dá muita confiança. Parece que o carro está sempre “olhando” junto com a gente. A viagem fica mais tranquila.
Na ida para Londrina, o cenário foi exigente: quatro pessoas a bordo, porta-malas cheio e pneus com 34 libras de pressão. Esse tipo de condição costuma aumentar o cansaço ao volante em longos trechos de rodovia. Ainda assim, o uso contínuo do piloto automático adaptativo e do assistente de faixa deixou a condução mais fluida ao longo das horas. A posição de dirigir elevada, facilitada pelos múltiplos ajustes, foi um dos primeiros pontos elogiados.
– É um SUV de verdade, bem altinho. Gosto muito dessa sensação de domínio da estrada – comentou a Cris.
O câmbio automático de sete marchas, com trocas pelas borboletas no volante, e a leitura fácil do painel também contribuíram para a experiência. Tudo funciona de maneira intuitiva, sem exigir adaptação longa. Rodar 1.200 km é sempre um bom teste. A viagem entre o litoral paulista e o norte paranaense mostrou como o WR-V se adapta a diferentes cenários, cargas e perfis de uso.
Na volta, a situação mudou completamente. Apenas duas pessoas no carro, menos bagagem e chuva em boa parte do trajeto. A pressão dos pneus foi reduzida para 31 libras para melhorar a aderência, e o WR-V respondeu com ótima estabilidade e eficiência, registrando 14,2 km/l de gasolina – acima do valor oficial do ciclo PBEV do Inmetro (13,9 km/l).
Com pista molhada e trechos escorregadios, o Honda Sensing trouxe tranquilidade adicional. O controle de distância e a leitura constante da via ajudam a manter um ritmo seguro, reduzindo a necessidade de correções bruscas.
Cris não gosta muito de dirigir na chuva, mas calhou de chover quando ela estava ao volante. Foi quando o VSA (Assistente de Estabilidade e Tração) atuou automaticamente, equilibrando de forma independente os freios e a tração.
– A sensação de segurança aumenta, senti confiança no carro – comentou.
Ao longo da BR-369 e de outros trechos de piso irregular, a suspensão manteve a carroceria sob controle mesmo com o carro carregado na ida e sob chuva na volta, lidando bem com remendos, ondulações e saliências da estrada. A calibragem correta dos pneus ajudou a preservar o conforto no rodar e a estabilidade durante todo o trajeto.
Desde a versão EX, o modelo já traz o pacote Honda Sensing completo, com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática e assistência de permanência e centralização em faixa. A lista inclui itens considerados premium no segmento, como multimídia de 10 polegadas e faróis full-LED, enquanto a versão EXL acrescenta o acesso remoto pelo aplicativo myHonda Connect. Sob o capô, o motor 1.5 i-VTEC Flex de 126 cv trabalha com o câmbio CVT de sete marchas, calibrado para equilibrar desempenho e eficiência.
Depois de tantos quilômetros, ficou nítido que a condução muda de patamar com o Honda Sensing. No dia a dia urbano ou em viagens longas, tudo fica mais previsível e relaxado, reforçando o WR-V como um SUV versátil para a rotina real das famílias e dos profissionais que buscam tecnologia com bom custo-benefício. O Honda WR-V EX custa R$ 147.100 e a versão EXL sai por R$ 152.100.