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Escapamento estraga mais em carros que rodam menos

10 jun 2013 - 07h26
(atualizado às 07h26)
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Quase tudo ligado à manutenção do seu carro segue uma lógica: quanto mais quilometragem, mais desgaste. Com o sistema de escapamento é ao contrário. Veículos que rodam poucos quilômetros por dia ou que passam muito tempo na garagem terão os silenciadores estragados mais rápido.

Não entendeu? Parece contraditório, mas a explicação é simples. A maior vilã para o sistema de escapamento é a umidade que resulta da fumaça após a combustão. Em carros que rodam mais de 10 quilômetros por dia, por exemplo, essa umidade é eliminada mais rapidamente pelo aquecimento que sai do motor.

Já em veículos que param poucas quadras depois de darem a partida, nem há tempo para evaporar a umidade. O mesmo vale para carros que passam dias e dias na garagem sem funcionar. Essa água que fica no escapamento corrói as peças, sem falar nos casos de combustível adulterado com querosene, que aumentam a corrosão. O mais prejudicado é o silenciador traseiro porque está mais longe do calor expelido pelo motor. Por isso, geralmente ele é o primeiro a estragar.

“É comum recebermos ligações de clientes reclamando que rodam pouco com o carro e estão com o escapamento furado. O sistema de escapamento é diferente. Carros que circulam mais têm menos problema com a corrosão. O aquecimento das peças é bom para preservá-las”, explica Valdecir Rebelatto, gerente de engenharia da Mastra Escapamentos e Catalisadores. Se seu carro passa muitos dias parado, o recomendado é ligá-lo pelo menos uma vez por semana por cerca de 10 minutos.

As montadoras recomendam a troca imediata do escapamento furado. Além de mais barulho, rodar com as peças danificadas pode provocar falhas e até aumento do consumo de combustível. Isso porque o funcionamento dos motores são influenciados pela taxa de contra-pressão dos gases. Se alguma peça do escapamento está danificada, seja o cano ou o silenciador, há uma mudança nessa taxa. A alteração pode provocar variações nos motores, principalmente falhas na marcha lenta, o que resulta em mais consumo.

A recomendação é revisar o sistema de escapamento pelo menos a cada seis meses. A checagem vai avaliar se as borrachas, coxins e abraçadeiras que seguram as peças metálicas do sistema de exaustão estão em perfeitas condições. O sistema de escapamento nos carros que circulam no Brasil geralmente é formado por quatro partes: coletor, catalisador (mais próximo ao motor), silenciador intermediário e silenciador traseiro.

Fonte: Canarinho Press
Fonte: Terra
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