Grupo HPE produzirá carros de marca chinesa em Catalão (GO); GAC é favorita
Anúncio deve ocorrer ainda este ano e primeiros carros serão produzidos até o fim de 2026; GAC testa SUV compacto GS3 no Brasil
A HPE Automotores, atualmente responsável pelas operações de Mitsubishi e Suzuki no Brasil, está em negociações com fabricantes chinesas para iniciar a produção local de uma nova marca em sua fábrica de Catalão (GO). De acordo com o CEO Mauro Correia, a primeira parceria deve ser anunciada até o fim de 2025, com início de operação previsto para o quarto trimestre de 2026.
Embora ainda não haja confirmação oficial, apurações indicam que a GAC é a principal candidata a fechar o acordo. A marca estreou no mercado brasileiro recentemente com cinco modelos — GS4 Hybrid, Aion Y, Aion V, Aion ES e o cupê elétrico Hyper HT — e prepara o lançamento do GS3, SUV compacto com motor a combustão, que pode ser o primeiro a ser montado em Goiás.
O GS3 já circula em testes no país, com logotipos camuflados e placas verdes, sinalizando o processo de homologação. Com 4,41 metros de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, o modelo traz interior com telas digitais integradas e acabamento macio ao toque. Será equipado com motor 1.5 turbo de 177 cv e câmbio automatizado de dupla embreagem banhado a óleo, com sete marchas.
A produção nacional permitiria reduzir custos ao eliminar taxas de importação, tornando o SUV mais competitivo frente a rivais como Honda HR-V, Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta. No médio prazo, a GAC pretende adaptar o motor do GS3 e de outros modelos para funcionamento flex, usando etanol.
A chegada de um novo parceiro ajudaria a ocupar a capacidade ociosa da planta de Catalão, hoje dedicada ao SUV Eclipse Cross e à nova geração da picape Triton. A fábrica perdeu parte de sua atividade após o fechamento da unidade de motores em dezembro de 2024, que produzia o 2.4 turbodiesel da L200 Triton, descontinuado pelo Proconve L8.
Segundo executivos da GAC, a operação brasileira terá porte maior do que em mercados como Malásia e Nigéria, começando com kits CKD e avançando para nacionalização parcial. Para Mauro Correia, a adaptação da planta deve levar de sete a oito meses no caso de montagem de kits e cerca de um ano para uma produção mais verticalizada.
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