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Como será o novo Jeep Renegade que vai conviver com o Avenger

Avenger assume papel urbano, enquanto o Renegade se moderniza agora e se prepara para virar o SUV familiar robusto da Jeep nos próximos anos

12 jan 2026 - 10h35
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Projeção do futuro Jeep Renegade
Projeção do futuro Jeep Renegade
Foto: Avararii / Reprodução Auto Express

A Jeep está prestes a viver, no Brasil, uma situação inédita desde que iniciou sua produção em Goiana (PE): pela primeira vez, dois SUVs compactos com DNA Jeep vão dividir o mesmo espaço de mercado. De um lado, o novíssimo Avenger, que chega em 2026 como o novo modelo de entrada da marca, produzido em Porto Real (RJ). Do outro, um Renegade que, ao mesmo tempo, se moderniza no curto prazo e se prepara para mudar completamente de personalidade no longo prazo.

Essa transição não é casual. Ela faz parte de uma reorganização global da Jeep dentro da Stellantis – e o Brasil é importante nessa estratégia, pois abriga um dos principais mercados da marca de SUVs. O que ainda não está claro é se o primeiro Jeep elétrico produzido no País será o Avenger ou o futuro Renegade.

Renegade 2026-2027: mini Compass

No curtíssimo prazo, o Jeep Renegade brasileiro não muda de geração, mas muda de papel. Com o Avenger assumindo a função de Jeep urbano de entrada, o Renegade deixa de ser o modelo mais acessível da marca e passa a ocupar uma posição intermediária entre Avenger e Compass.

É por isso que as mudanças já flagradas em testes fazem tanto sentido. O Renegade 2026 terá visual atualizado, novos faróis, grade e para-choques, rodas redesenhadas e lanternas com nova identidade. Mais importante ainda é o interior: a central multimídia passa a ficar em posição elevada e destacada no painel, como no Compass, acompanhada por materiais melhores e um acabamento mais refinado.

Também sob o capô o Renegade entra em uma nova fase. O modelo brasileiro passa a adotar o conjunto híbrido leve de 48V associado ao motor 1.3 turbo flex de 176 cv e 270 Nm.

O sistema conta com dois motores elétricos, um deles atuando diretamente na transmissão, além da função Coasting, que permite ao carro rodar com o câmbio desacoplado ou até com o motor desligado em determinadas situações. O objetivo é reduzir consumo e emissões sem sacrificar desempenho, mantendo as versões 4x2 e 4x4, com câmbio automático de seis ou nove marchas.

Na prática, o Renegade passa a ser percebido como um mini-Compass: mais tecnológico, mais confortável e mais sofisticado do que antes, mas ainda compacto o suficiente para o uso urbano. O Avenger, por sua vez, fica com o papel de Jeep jovem e urbano, enquanto o Compass segue como SUV médio a familiar da marca.

O verdadeiro novo Renegade vem depois

Enquanto o Brasil prepara esse Renegade reestilizado e híbrido, a Jeep já trabalha no sucessor global do modelo, previsto para estrear na Europa em 2027. E ele não terá nada de um simples facelift – será um Renegade completamente novo, inclusive do ponto de vista tecnológico.

O próximo Renegade será construído sobre a plataforma STLA Small, preparada desde o início para versões 100% elétricas e híbridas. Segundo a Auto Express, a Jeep já confirmou que haverá uma versão elétrica do modelo, com preço inicial estimado em US$ 25.000 nos Estados Unidos e alcance teórico superior a 480 km.

Ou seja, o novo Renegade nasce já preparado para ser o Jeep elétrico de volume, não apenas como um SUV a combustão com opção eletrificada.

Em termos de porte, ele crescerá para algo em torno de 4,30 m de comprimento, posicionando-se exatamente no território ocupado hoje por modelos como Dacia Duster, Opel Frontera e Mini Countryman. Mais do que isso, o design também muda de rumo: segundo o site britânico Auto Express, o carro terá linhas mais retas, carroceria mais quadrada, para-lamas marcados, faróis horizontais e uma postura muito mais funcional e robusta – bem distante do Renegade atual.

É uma mudança clara de identidade. A imagem que usamos nesta matéria foi publicada pela Auto Express em novembro e antecipa esse novo caminho visual. O Renegade deixa de ser um SUV compacto urbano com visual aventureiro e passa a ser um SUV familiar com opção elétrica, pensado para quem precisa de espaço, porta-malas, banco traseiro e uma imagem de carro pronto para qualquer tipo de uso – da cidade à estrada de terra.

Essa transformação só é possível porque o Avenger assume o papel de Jeep urbano. No portfólio futuro da marca, os posicionamentos de cada modelo ficarão assim:

  • Avenger como crossover de cidade
  • Renegade como SUV familiar robusto e eletrificado
  • Compass como SUV médio mais sofisticado

E quando esse Renegade chega ao Brasil?

A Stellantis não vai abandonar um projeto que vendeu 44.800 unidades somente no ano passado. O Renegade brasileiro atual ainda tem fôlego comercial, especialmente com a chegada do sistema híbrido flex e do interior renovado. Mas a chegada do Avenger abre o caminho para que, no médio prazo, o papel do Jeep Renegade seja redefinido.

Quando o inédito Jeep Avenger estiver consolidado no mercado, o Brasil poderá receber o Renegade global – maior, mais quadrado, mais familiar e mais próximo daquilo que o público associa a um SUV de verdade. Não é uma questão de se isso vai acontecer, mas de quando. Podemos cravar que até o final desta década (2028 ou 2029).

No curto prazo, o Renegade brasileiro fica mais Compass. No longo prazo, o Renegade global fica mais Duster e com opção elétrica, já bebendo da fonte da chinesa Leapmotor, que tem mostrado o caminho dos BEVs e dos EREVs para a Stellantis.

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