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GM vai investir R$ 5 bilhões para produzir novo motor V8

Investimento vai na contramão da eletrificação e mira modelos grandes da GM; processo deve ser concentrado nos EUA e surge a partir de 2027

3 jun 2025 - 08h00
(atualizado às 19h07)
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É comum ouvir falar em empresas que abandonaram planos de motores a combustão por elétricos, mas não é o que a General Motors tem em mente.

A empresa norte-americana anunciou que vai aplicar cerca de R$ 5 bilhões em sua fábrica localizada em Tonawanda, na cidade de Buffalo, estado de Nova York. O objetivo? Desenvolver uma nova geração de motores V8 a gasolina.

Esse investimento marca o maior aporte isolado da história da GM em uma planta de produção de motores, representando um movimento contra a maré em uma indústria cada vez mais voltada aos carros elétricos. Em contrapartida, o governo do estado de Nova York oferecerá até R$ 96 milhões em incentivos fiscais.

Novo motor V8: destinado a picapes e SUVs

O novo conjunto, que entrará em produção a partir de 2027, será direcionado a picapes e SUVs de grande porte, prometendo desempenho superior.

A GM ainda não divulgou os dados oficiais, mas, como referência, o V8 5.3 atual usado em caminhonetes da Chevrolet e da GMC oferece 355 cv e 52,9 kgfm de torque. Já o 6.2 V8 entrega 420 cv e 63,7 kgfm. O Cadillac Escalade V, com motor superalimentado, chega a 682 cv e 90,3 kgfm.

A montadora afirma que o novo V8 trará avanços em eficiência, resultado de melhorias no sistema de combustão e no gerenciamento térmico. O foco será a redução de consumo e emissões — embora, até agora, não haja nenhuma indicação de que o motor terá assistência elétrica. Tudo aponta para um bloco movido exclusivamente a gasolina.

Cadillac Escalade acaba de ganhar nova geração
Cadillac Escalade acaba de ganhar nova geração
Foto: Cadillac/Divulgação / Estadão

Outras unidades da GM estão envolvidas na produção

Além da fábrica de Tonawanda, outras unidades da GM também estão envolvidas na produção do novo motor. Em 2023, a empresa já havia anunciado um investimento de cerca de R$ 3,3 bilhões na planta de Flint, em Michigan, para fabricar motores e usinar componentes como bloco, virabrequim e cabeçote.

Mais R$ 68 milhões foram destinados à unidade de Rochester (Nova York), que cuidará dos coletores de admissão e trilhos de combustível, e outros R$ 268 milhões à planta de Defiance (Ohio), responsável pela fundição dos blocos.

Com esse novo motor programado para entrar em cena em 2027, a GM deixa claro que pretende manter os V8 vivos em sua linha de veículos até, pelo menos, o início da década de 2030.

Paralelamente, a montadora reafirma seu compromisso com a eletrificação total até meados da próxima década — meta traçada em 2019 e reforçada mais recentemente, em outubro de 2024.

Seja como for, a CEO Mary Barra já declarou que a GM continuará atenta às preferências dos clientes, deixando em aberto a possibilidade de continuar oferecendo modelos a combustão após 2035.

Estadão
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