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10 coisas para checar antes de comprar um carro usado e evitar se dar mal

Comprar um usado rende boa economia, mas exige atenção. Veja como avaliar mecânica, documentação e estrutura para não cair em ciladas

14 jun 2026 - 08h00
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Comprar um carro usado pode render uma boa economia, mas também exige atenção para evitar dores de cabeça futuras.

Para ajudar nessa tarefa, o Jornal do Carro reuniu 10 pontos essenciais que devem ser analisados antes de fechar negócio. A lista é simples e prática para que qualquer pessoa, até a mais leiga no assunto, possa realizar uma compra com maior segurança.

5 - Motor e câmbio

Para descobrir possíveis problemas no motor e no câmbio, o melhor a fazer é um test-drive. "Não basta dar uma volta curta no quarteirão. O ideal é testar o carro em baixa velocidade, acelerações, frenagens, curvas, lombadas e, se possível, em vias de maior velocidade", aconselha J. R. Caporal.

Procure por ruídos anormais, fumaça, dificuldade para ligar, marcha lenta irregular e vazamentos. Quanto ao câmbio, observe se há trancos, patinação ou dificuldade excessiva nas trocas de marcha.

6 - Suspensão, freios e pneus

Ainda durante o test-drive, você pode identificar possíveis falhas nos freios ou na suspensão. Tente perceber se o carro não puxa para nenhum dos lados, se o freio não vibra ao ser acionado e se há ruídos ao passar por pisos irregulares.

Nos pneus, verifique se não há desgaste irregular. Essa característica pode indicar desalinhamento ou até mesmo algum reparo estrutural mal executado.

O Bravo é um ótimo hatch médio que acaba esquecido na hora de procurar um usado. O 1.8 é valente e o modelo tem uma das melhores posições de dirigir já conseguidas num modelo do tipo. Visual e acabamento interno são pontos fortes.
O Bravo é um ótimo hatch médio que acaba esquecido na hora de procurar um usado. O 1.8 é valente e o modelo tem uma das melhores posições de dirigir já conseguidas num modelo do tipo. Visual e acabamento interno são pontos fortes.
Foto: Sergio Castro/Divulgação / Estadão

7 - Confira a elétrica e a eletrônica

Para testar a parte elétrica e eletrônica, fique atento a todas as luzes, ao funcionamento dos vidros e travas elétricas, da central multimídia, das câmeras e dos sensores de estacionamento e ponto cego.

Observe também o painel para verificar se não há luzes de injeção eletrônica, ABS, airbag ou câmbio acesas.

8 - Manual, chave reserva e histórico de manutenção

O manual não é um item essencial, já que seu conteúdo pode ser encontrado nos sites das montadoras. Ainda assim, ter o livreto em boas condições pode indicar que o proprietário teve cuidado com o veículo, transmitindo maior confiança ao comprador.

Já a chave reserva é indispensável e pode ser exigida durante a negociação. Também vale conferir o histórico de manutenção e em quais concessionárias ou oficinas foram realizadas as revisões.

Índice de roubo:1,669 Veículos com seguro:122.029,23 Número de sinistros:2.037,00
Índice de roubo:1,669 Veículos com seguro:122.029,23 Número de sinistros:2.037,00
Foto: Sergio Castro/Estadão / Estadão

9 - Custo futuro, seguro, manutenção e valor residual

Ao comprar um usado, é importante pensar também no futuro. Analise o carro como um todo, levando em consideração os custos com revisões, seguro, consumo, IPVA, peças e demais despesas.

Você pode até achar que está fazendo um bom negócio, mas é preciso avaliar se o modelo não sofrerá forte desvalorização nos próximos anos, dificultando uma futura revenda. "O bom negócio é aquele que combina preço justo, baixo risco de manutenção e boa capacidade de revenda", explica Caporal.

10 - Forma de pagamento e segurança da transação

Mesmo seguindo todas as dicas acima, ainda é preciso ter atenção na hora de fechar negócio. Evite pagamentos sem contrato, recibo ou conferência da titularidade. Além disso, faça o pagamento diretamente ao vendedor ou à empresa responsável, evitando negociações que envolvam terceiros sem vínculo claro.

"Em transações entre particulares, todo cuidado é pouco com golpes, documentos falsos e promessas de transferência futura", aconselha J. R. Caporal.

Estadão
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