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Fiat Titano ganha motor novo e mais itens de série para encarar concorrência pesada

Picape média da Fiat agora tem mesmo 2.2 diesel de Toro, Rampage e Commander e novos itens de segurança e comodidade

6 jul 2025 - 14h54
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Era claro que a Fiat, desde o lançamento, precisava melhorar algumas deficiências da Titano. E na linha 2026 a marca fez exatamente isso. A começar pela produção, antes feita no Uruguai pela Nordex, agora a Fiat internalizou a fabricação e as Titano passam a sair da fábrica da Stellantis de Córdoba, na Argentina. Também trocou o motor, pelo 2.2 turbodiesel de 200 cv que já equipa a Fiat Toro, Ram Rampage e o Jeep Commander.

A mudança de motor trouxe consigo uma nova arquitetura eletrônica, permitindo que a picape ganhasse o pacote ADAS de assistência ao motorista, com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e monitor de ponto cego. O pacote é de série na versão de topo Ranch.

Além dos novos itens de segurança, o novo 2.2, que é importado da Itália, também vem acoplado à transmissão automática de oito velocidades da ZF, em vez do câmbio de seis marchas que equipava a Titano anterior. Outro item que mudou foi a direção, que passou de hidráulica para assistência elétrica.

E como o propulsor tem dimensões ligeiramente maiores do que o antigo 2.2 de 180 cv que equipava a Titano, a Fiat precisou refazer toda a suspensão dianteira, com nova geometria, novos pontos de apoio, o que permitiu à marca corrigir o comportamento até então "saltitante" da picape.

De fato, embora a Titano não tenha passado por nenhuma mudança no visual, a Fiat fez uma transformação onde os olhos não veem. Até mesmo os coxins onde a cabine se apoia no chassi foram retrabalhados, para que as vibrações do terreno fossem melhor filtradas para o interior.

Por dentro, a novidade é a central multimídia, que agora tem Android Auto e CarPlay sem fio, além de processador mais potente e mais funcionalidades, como uma aba específica para off-road. Nela, é possível ver ângulos de inclinação da picape e os modos de condução e tração em funcionamento, por exemplo.

A gama não mudou. Ainda são apenas três versões, Endurance, Volcano e Ranch, sendo a primeira com câmbio manual, rodas de ferro e para-choques pretos, voltada mesmo para uso em trabalho. E as demais com câmbio automático de oito marchas e jeitão de picape de fazenda e lazer. Os preços subiram, mas ainda continuam significativamente abaixo da média da concorrência. A Endurance custa R$ 233.990, Volcano R$ 263.990 e a Ranch chega a R$ 285.990.

A Titano mais cara ainda é menos de R$ 10 mil a mais do que a mais barata das Toyota Hilux cabine dupla, das com rodas de ferro e pinta de carro de serviço. A única que chega perto é a Ford Ranger Black, com o 2.2 diesel de 170 cv, mas apenas tração traseira.

Mudou tudo

Realmente, em movimento, a Titano parece ter reencarnado. A picape roda macio, o câmbio tem trocas quase imperceptíveis e o motor leva a caminhonete sem parecer fazer muito esforço. Claro, não é um V6 de uma VW Amarok, nem tem o ímpeto dos mais de 50 kgfm de torque de uma Chevrolet S10, mas o 2.2 cumpre bem a função.

Nas curvas do circuito de testes da marca em Curvelo (MG), a Titano Ranch mostrou parecer menor do que é, mérito da nova direção elétrica, que ganha peso ao se colocar no modo Sport, mas sem parecer artificialmente pesada demais. O volante pequeno ajuda na sensação de estar guiando um modelo menor do que uma picape de 5,33 metros de comprimento.

O câmbio de oito marchas agora é acionado por uma alavanca eletrônica, que se mantém no lugar ao ser acionada. Junto com o novo painel TFT de 7? no centro do cluster de instrumentos, deu um ar mais sofisticado à cabine. Nesse ponto, a Titano ainda entrega o custo menor, com o acabamento mais simples. Todo o painel é de plástico duro, bem como portas e console. Ao menos, ela é de fato bem mais barata do que boa parte da concorrência.

Prós

Picape melhorou muito e agora justifica a escolha, principalmente levando em consideração o preço mais atraente em relação à concorrência. Versão Ranch é muito bem equipada de série e custa significativamente menos do que rivais.

Contras

Materiais da cabine ainda deixam a desejar, Fiat pode melhorar acabamento numa próxima rodada de mudanças na picape. E pode faltar fôlego ao 2.2 em algumas situações.

FICHA TÉCNICA

  • Motor: 2.184 cm3, dianteiro, transversal, quatro cilindros, 16 válvulas, turbo, injeção direta, 200 cv de potência a 3.500 rpm, 45,9 mkgf de torque a 1.500 giros, diesel
  • Câmbio: automático de nove marchas, tração 4x4 sob demanda com modo reduzida
  • Direção: elétrica
  • Suspensão: Low Double wishbone na dianteira e eixo rígido na traseira
  • Freios: discos ventilados de 332 mm na dianteira e 340 mm na traseira
  • Pneus: 265/60 R18
  • Dimensões: 5,33 metros de comprimento; 2,22 m de largura (com espelhos); 1,85 m de altura; 3,18 m de distância entre-eixos;
  • Caçamba: 1.630 mm de comprimento; 1.600 mm de largura; 516 mm de profundidade e 1.210 litros de volume
  • Tanque de combustível: 80 litros
  • Peso em ordem de marcha: 2.150 kg
  • Consumo PBEV: Urbano: 9,9 km/l Estrada: 10,8 km/l
  • Velocidade Máxima: 180 km/h
  • 0 a 100 km/h: 9,9s
  • Preço: R$ 283.990
Estadão
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