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Exclusivo: Depois da Lotus, Smart deve ser próxima marca da Geely no Brasil

Marca do grupo chinês negocia com representantes locais para trazer modelos elétricos apostando na herança da Mercedes-Benz

29 abr 2026 - 06h01
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O Brasil está, oficialmente, de volta ao radar da Smart. O movimento, apurado com exclusividade pelo Jornal do Carro, em parceria com Automotive Business, durante o Salão do Automóvel de Pequim, amplia a participação do grupo Geely (dono da marca) no País. Vale lembrar que a gigante prometeu que venderia todas as suas marcas em nosso mercado.

A Smart deve vir ao Brasil num molde similar ao da Lotus, por meio de representante consolidado, com força no mercado. A marca já conversa, inclusive, com postulantes e está perto de concluir negócio com um dos interessados.

O plano de vendas começa pelo Smart #1. Não por acaso, o SUV compacto é tratado internamente como favorito para abrir caminho por aqui. E faz sentido. Feito sobre a mesma plataforma e com dimensões próximas às do Volvo EX30, joga o jogo dos elétricos urbanos com apelo aspiracional.

Outro produto que já vem sendo estudado faz tempo é o Smart #5. O modelo, vale frisar, já tem desenhos e componentes registrados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

Smart #5 é um forte candidato a ser vendido no Brasil
Smart #5 é um forte candidato a ser vendido no Brasil
Foto: Marcus Celestino/Estadão / Estadão

A operação brasileira deve ter posicionamento de nicho, rede enxuta, experiência de marca controlada e, principalmente, narrativa bem amarrada. Nos bastidores, a estratégia da Geely é atrelar a Smart à Mercedes-Benz no Brasil para diluir qualquer percepção de "marca chinesa".

Não se trata de esconder a origem (até porque metade da operação pertence à Geely desde 2019). É que neste caso a herança alemã ainda fala mais alto no imaginário local. É um movimento calculado e parecido com o que a Saic faz com a MG em nosso país.

Smart no Brasil

Quem lembra da Smart entre 2009 e 2015 talvez precise reaprender o nome. O ForTwo era basicamente um manifesto sobre mobilidade urbana, mas também um produto de nicho, caro, limitado e, no fim das contas, mais simbólico do que prático.

O portfólio da empresa hoje inclui os já citados #1 e #5 e o Smart #3. A marca promete ainda o #2, apresentado como conceito no Salão de Pequim, e o #6.

Este último é um sedã que, segundo a marca, pode alcançar até 1.810 km de autonomia em condições específicas. Todos os carros podem, assim como no caso da Lotus, compor o portfólio da marca no Brasil.

Produção local no horizonte?

Como toda marca atrelada a um grupo de origem chinesa, a Smart levanta a possibilidade de produção no Brasil. Ainda incipiente, a ideia segue a mesma lógica de outras companhias que desembarcam por aqui: começar importando, validar o posicionamento e, só então, discutir CKD, SKD ou até fábrica completa.

Se avançar, a Smart deixaria de ser apenas mais uma importadora premium para disputar, de fato, volume e relevância no médio prazo. No entanto, fontes ligadas à marca indicam que as chances de tal movimento ocorrer são ínfimas.

Estadão
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