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GWM lança Tank 300 híbrido plug-in flex por R$ 342 mil

Com 394 cv e recalibragem para o etanol, SUV usa a estratégia do combustível nacional como trunfo fiscal

27 abr 2026 - 07h01
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O Brasil virou, mais uma vez, laboratório global quando o assunto é etanol. E a GWM entendeu rápido que, para jogar o jogo, não basta eletrificar, mas é, sim, preciso tropicalizar. Resultado é o Tank 300 2027, que estreia por R$ 342 mil, R$ 3 mil acima do preço anterior, com o sistema híbrido plug-in flex. Os carros já estão homologados e as vendas têm início no sábado (25).

A lógica sob o capô permanece, mas a engenharia muda de sotaque. O conjunto híbrido plug-in segue combinando o 2.0 turbo com injeção direta a um motor elétrico, gerenciados pelo câmbio automático de nove marchas e tração 4x4 com reduzida. Os números também continuam os mesmos: 394 cv de potência e 76,4 kgfm de torque, independentemente de estar abastecido com gasolina ou etanol. O 0 a 100 km/h é feito em 6,8 segundos.

A GWM disse que teve de recalibrar o ciclo Miller do motor a combustão, rever velas de ignição e ajustar parâmetros para lidar com o etanol. Este, vale lembrar, é um combustível que cobra pedágio em temperatura, eficiência e comportamento térmico.

A bateria de 37,1 kWh entrega 74 km de autonomia elétrica no padrão do Inmetro. É o suficiente para transformar o uso urbano em um exercício silencioso, desde que você tenha disciplina com o carregador. Falando nele, o SUV aceita recarga AC de 6,6 kW e DC de até 50 kW, recuperando de 30% a 80% em 24 minutos. Não é revolucionário, mas também não compromete.

Em termos de consumo, a realidade segue honesta. Com gasolina, o Tank 300 híbrido plug-in flex faz 18,3 km/l na cidade e 18,8 km/l na estrada. No etanol, os números são de 13,1 km/l e 14,1 km/l, respectivamente.

A conta, bom lembrar, não é só eficiência energética e consideração ao bolso. O etanol entra como ferramenta fiscal e ambiental, não apenas como combustível alternativo.

GWM Tank 300 PHEV flex 2027

Visualmente, a linha 2027 do GWM Tank 300 joga no seguro. Menos cromados, badges escurecidos e um interior que segue a mesma cartilha a fim de fazer um agrado ao cliente. A cabine continua dominada pela central multimídia de 12,3 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, wi-fi nativo e pacote Adas nível 2 - sistema de assistência à condução. Ou seja, o SUV tenta equilibrar a rusticidade do chassi com a sofisticação que o consumidor demanda.

No porte, nada muda. O GWM Tank 300 segue com 4,76 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,90 m de altura e 2,75 m de entre-eixos. O porta-malas de 863 litros (até o teto) entrega versatilidade, ainda que a medição "otimista" diga mais sobre marketing do que sobre uso real.

Mais interessante, contudo, é o efeito dominó. A mesma tecnologia já está a caminho da picape Poer P30 e também do Haval H6, que deve ganhar versão flex até 2027. No caso do SUV, o movimento é ainda mais simbólico: produzido no Brasil desde 2025, colocará a GWM no mesmo tabuleiro da Toyota e da Stellantis, hoje única com híbridos flex nacionais.

Estadão
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