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Este BYD Dolphin com 300 mil km mantém autonomia de zero e custo de R$ 0,12 por km

Pastilhas originais, autonomia intacta e um custo de R$ 0,12 por km: a prova de que, enquanto você duvida do carro elétrico, o futuro já rodou 300 mil km e não pretende parar para trocar o óleo

7 fev 2026 - 13h41
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Se você ainda acredita que um carro elétrico com alta quilometragem é uma bomba sobre rodas, ou que a bateria de um EV tem o ciclo de vida de um iPhone 17, sinto dizer que você está desatualizado. Enquanto céticos se perdem em fóruns discutindo a morte térmica das células de lítio, Gilson Teixeira, em Brasília, transformou seu BYD Dolphin GS "do teto amarelo" em um laboratório de estresse em tempo real.

Por quê? O carro já rodou 307 mil quilômetros. É isso mesmo. Nem Tomé acreditaria, mas o número está lá, marcadinho no hodômetro. E, convenhamos, o resultado desse experimento não é apenas impressionante; é quase que um insulto à lógica.

O Dolphin GS em questão tem propulsor elétrico que rende 95 cv de potência e 18,3 kgfm de torque. Sua bateria tem capacidade para 44,9 kWh, com potência de recarga em corrente alternada (AC) de 6,6 kW e de 60 kW em contínua (DC).

O modelo foi um dos pioneiros em solo tupiniquim, entregue ao dono em julho de 2023. Desde então, o carro de Gilson não teve vida mansa. Integrado a uma frota de locação para motoristas de aplicativo, o veículo enfrentou regime de uso severo desde o início: roda entre 300 e 400 km diários sob o sol do cerrado.

Mas vamos ao que interessa para os gearheads: a saúde da bateria, vulgo State of Health. Por meio de um scanner OBD2, Gilson informa que o SOH aponta 87%. No papel, uma degradação de 13%. Na prática? O carro mantém os mesmos 405 km de autonomia reportados quando saiu da loja.

Dolphin com mais de 300 mil km rodados foge da cartilha

A grande ironia técnica aqui reside no protocolo de recarga. Esqueça a cartilha conservadora do "20% a 80%" que os puristas pregam como se fosse um dogma religioso. Gilson Teixeira e seus motoristas operam no limite: 100% das recargas são feitas em carregadores rápidos (DC).

Em um ecossistema onde se dizia que o carregamento rápido fritaria a química da bateria, este BYD Dolphin deu de ombros. Segundo o proprietário, "a bateria Blade gosta de ser carregada até os 100%", desafiando a histeria coletiva sobre o estresse celular. A recomendação do manual de fazer uma equalização de carga a cada seis meses? Solenemente ignorada. E, ainda assim, o carro se recusa a prejudicar o usuário.

Pastilhas originais e pneus 'heróis da resistência'

Se mergulharmos no hardware periférico, o cenário é de causar estranheza em quem está acostumado com a manutenção de um Chevrolet Onix ou um Hyundai HB20. O Dolphin GS de 300 mil km rodados ainda ostenta as pastilhas de freio originais. Sim, você leu certo.

Muito graças ao freio regenerativo, o desgaste é quase nulo. No mundo dos motores a combustão, um carro de aplicativo em Brasília trocaria pastilhas a cada 20 mil km. No mundo do nosso Dolphin, a economia em manutenção preventiva não é apenas um detalhe, é uma vitória do capitalismo de eficiência sobre o desperdício mecânico.

Até os pneus, usualmente o calcanhar de Aquiles dos EVs, performaram como se estivessem em um game da série Gran Turismo com o desgaste desativado. O primeiro jogo resistiu bravamente até os 120 mil km. O segredo? A topografia plana de Brasília e uma gestão de pé direito que entende que torque imediato é uma ferramenta, não um brinquedo de arrancada nos semáforos.

Na suspensão, o balanço é igualmente surpreendente. Nada de bieletas, buchas ou bandejas substituídas por desgaste natural. O carro continua rígido, sem os "grilos" de acabamento que costumam assombrar veículos que cruzam a marca dos seis dígitos no hodômetro.

Por dentro, o Dolphin GS de Gilson Teixeira é um tapa com luva de pelica em quem previa que o acabamento chinês se decomporia como um cenário de filme B (pense em "Plano 9 do Espaço Sideral"). O material sintético dos bancos e do volante está íntegro, resistindo ao entra-e-sai frenético de passageiros. A central multimídia, que poderia sofrer de obsolescência programada e lentidão sistêmica, continua processando dados sem engasgos de um hardware cansado.

O BYD Dolphin GS "já se pagou"

Para quem ainda está preso ao trauma psicológico de ver o ponteiro da gasolina cair (como o escriba), trago a planilha de custos do Dolphin GS. O motorista responsável pela unidade, Hélio, realiza a maior parte das suas recargas na rua, aproveitando a infraestrutura de Brasília que hoje conta, segundo Gilson, com mais de 120 carregadores rápidos. O custo por quilômetro rodado sai, em média, por R$ 0,17.

Se você acha esse número baixo, a física financeira pode ser ainda melhor. Para quem carrega o Dolphin em casa, na capital federal, o custo despenca para cerca de R$ 0,12 por quilômetro.

"O carro já se pagou só com o consumo de combustível. Posso jogar o Dolphin fora hoje que não vou ter qualquer tipo de prejuízo", dispara o proprietário. Isso mesmo se levarmos em consideração duas colisões e uma ventoinha reparada aos 302 mil km.

O BYD Dolphin GS está à venda?

A maioria dos "haters" que invadiam o perfil de Instagram de Gilson, onde ele conta as aventuras do Dolphin de teto amarelo, já não têm mais fôlego. Para os que previam o colapso dos elétricos no Brasil, o carro é uma espécie falha na Matrix, impossível de explicar. A durabilidade e a economia não são promessas de brochuras de marketing; são fatos registrados no asfalto.

Como diria um bom técnico de sistemas, o hardware é sólido, o software é resiliente e o retorno sobre o investimento é inevitável. Justamente por isso, adianta Gilson, "este carro não está à venda". E depois de ler essa matéria você entende exatamente o porquê.

Estadão
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