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Descubra se carregar um carro elétrico é mais barato do que encher o tanque de um carro a combustão

Afinal existe mesmo um ganho significativo mensal no custo da recarga em relação a encher ao tanque? Entenda.

1 set 2026 - 12h10
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Resumo
Abastecer um carro elétrico é mais econômico que um modelo a combustão. A recarga rápida de um elétrico como o Dolphin Mini custa cerca de R$ 76 para 280 km de autonomia, enquanto encher o tanque de um similar a combustão, como o Kwid, varia de R$ 148 (etanol) a R$ 247 (gasolina) para até 585 km. O elétrico é mais barato para rodar no dia a dia, mas recomenda-se ter carregadores em casa ou no trabalho para evitar a dependência exclusiva de eletropostos públicos rápidos.

Uma das maiores vantagens de ter um carro elétrico é a possibilidade de economizar para rodar no dia-a-dia.

Afinal de contas, o custo para carregar a bateria é, pelo menos na teoria, inferior ao de encher o tanque de um carro com motor a combustão. Mas será que o investimento realmente vale a pena?

Se a escolha for pela recarga em postos de carga rápida em corrente contínua (DC), o cliente pode gastar em torno de R$ 76 para ter 100% de carga, considerando o custo médio do kWh entre R$ 1,50 e R$ 2,00. Apesar do valor mais salgado, a vantagem está no tempo gasto para carregamento, que é significativamente inferior.

A autonomia do Dolphin Mini é de 280 km pelo ciclo PBEV, do Inmetro. Na prática, porém, é possível rodar mais ou menos do que isso, dependendo de fatores como o estilo de condução do motorista.

Quanto custa encher o tanque de um carro a combustão

Para descobrir o gasto para encher o tanque de um carro com motor a combustão, o cálculo envolve a capacidade do tanque em litros e o preço do litro do combustível em questão.

Aqui, o exemplo é o Renault Kwid, que tem um tanque com capacidade para 38 litros. Levando em conta o preço médio do litro do etanol hidratado de R$ 3,91, encher o tanque custa R$ 148,58.

Caso a preferência seja pela gasolina, cujo preço médio do litro no país é de R$ 6,52, o valor para encher o tanque do Kwid é de R$ 247,76.

Vale lembrar que, segundo o programa de etiquetagem veicular do Inmetro, as médias de consumo do Kwid são de 10,4 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com etanol no tanque. No caso da gasolina, os números são de 14,4 km/l e 15,4 km/l. Ou seja, a autonomia pode chegar a 547 km na cidade e 585 km na estrada com gasolina.

A conclusão é que o carro elétrico é mais barato de manter no quesito abastecimento e vale a consideração que é imprescindível que o dono de um carro elétrico tenha um ponto de recarga doméstico em casa ou no trabalho para que não tenha que depender apenas dos carregadores públicos.

Estadão
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