Jeep Compass Blackhawk tem 272 cv e encara SUVs híbridos de até R$ 300 mil
Versão mais potente do Compass aposta em desempenho e tração 4x4 para enfrentar rivais eletrificados
O Jeep Compass Blackhawk é a versão mais potente já oferecida para o SUV no Brasil. Equipado com o motor 2.0 turbo Hurricane flex, o modelo entrega 272 cv e 40,8 kgfm, além de câmbio automático de nove marchas e tração integral. A receita coloca o Compass em uma disputa cada vez mais difícil com SUVs híbridos que chegaram ao mercado brasileiro.
O principal argumento do Blackhawk é o desempenho. A potência é entregue rapidamente e o câmbio trabalha bem com o motor, proporcionando respostas fortes nas acelerações e retomadas. A tração integral também ajuda a colocar os 272 cv no chão e amplia a capacidade do SUV em diferentes condições de uso.
O acerto dinâmico é outro ponto positivo. A suspensão controla bem os movimentos da carroceria, enquanto a direção precisa e os freios acompanham o desempenho do conjunto. O resultado é um SUV que permite uma condução mais esportiva sem comprometer o conforto no uso cotidiano.
A cabine também continua sendo um dos pontos fortes do Compass. O acabamento utiliza materiais de boa qualidade e a versão Blackhawk traz uma lista extensa de equipamentos. Entre eles está o sistema de som Beats de 506 watts, que oferece boa qualidade sonora e reforça a proposta mais sofisticada da configuração.
O consumo, por outro lado, é um dos pontos que pesam contra o modelo. O Compass Blackhawk registrou 7,9 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada com gasolina. Considerando os 272 cv, câmbio de nove marchas e tração integral, os números não são ruins, mas ficam menos competitivos diante dos SUVs eletrificados.
Essa é a principal dificuldade do Blackhawk atualmente. Na faixa dos R$ 280 mil, o Compass encontra modelos mais recentes e uma quantidade cada vez maior de híbridos completos e híbridos plug-in. Alguns oferecem desempenho semelhante ou superior, enquanto outros conseguem entregar consumo significativamente menor.
O Compass segue uma receita tradicional. O motor Hurricane não recebe qualquer auxílio elétrico e o SUV não pode rodar apenas com energia de bateria. Para quem prefere a praticidade de abastecer e seguir viagem sem depender de recarga, isso pode ser um ponto positivo. Para quem prioriza eficiência e tecnologia, entretanto, a proposta fica menos atraente.
A idade do projeto também começa a aparecer. O Compass chegou ao Brasil em 2016 e, apesar das atualizações realizadas ao longo dos anos, continua baseado essencialmente na mesma arquitetura. O modelo ainda apresenta bom acabamento, dinâmica equilibrada e ampla lista de equipamentos, mas precisa enfrentar concorrentes desenvolvidos recentemente.
O Blackhawk representa o máximo que essa geração do Compass consegue entregar. O motor de 272 cv, a tração integral e o bom acerto de suspensão formam um conjunto bastante competente para quem gosta de dirigir. O problema está no cenário ao redor do SUV.
Por cerca de R$ 280 mil, o consumidor encontra alternativas mais novas e eletrificadas, capazes de oferecer diferentes combinações de desempenho, eficiência e tecnologia. O Compass Blackhawk continua sendo uma opção interessante para quem coloca o desempenho e a tração 4x4 acima da economia de combustível, mas a escolha se tornou bem menos óbvia em um segmento que mudou rapidamente.
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