Em meio a boatos de demissão, Ceni se manifesta: "Não posso responder pelo patrão"
O técnico Rogério Ceni se manifestou sobre os boatos de sua demissão após a vitória do São Paulo por 2 a 0 sobre a Academia Puerto Cabello, no Morumbi, pela segunda rodada do Grupo D da Copa Sul-Americana.
Nos últimos dia, o comandante são-paulino teve de lidar com uma enorme pressão externa. A principal torcida organizada do clube, a Independente, chegou a divulgar uma nota oficial pedindo a demissão de Rogério Ceni.
"Essa é uma pergunta que não pode ser feita para mim. Trabalho todos os dias com eles, tentando extrair o melhor de cada um. Ter vaias no intervalo é aceitável, mas o time hoje finalizou, criou, e isso é o mais importante para mim. Trabalho com o que gosto, sou feliz com o que escolhi trabalhar na minha vida. Essa pergunta cabe à direção", disse Rogério Ceni.
"Eu trabalho do mesmo jeito, do primeiro dia até hoje, trabalho da mesma maneira. Mas, repito, essa é uma pergunta que não posso responder. Até gostaria, facilitaria bastante, mas sou extremamente feliz onde eu trabalho, gosto de trabalhar com eles [jogadores]. Mas, sou empregado, não sou empregador. Não posso responder pelo patrão", completou.
Embora esse seja o momento em que Rogério Ceni esteja mais pressionado desde que assumiu o São Paulo, o treinador já teve seu trabalho questionado e seu futuro no São Paulo colocado em dúvida em outras oportunidades. A diferença é que a diretoria não se omitiu, bancando sua permanência. Nos últimos dias, porém, a alta cúpula tricolor preferiu se calar.
"Para mim está tranquilo. Meu maior desafio foi chegar aqui aos 17 anos, morar debaixo da arquibancada, ganhando menos que um salário mínimo, me manter focado, vivo. Você pode ter ídolos, mas os ídolos não se criam da noite para o fia. Eu desejo o melhor para o São Paulo sempre. Quando o Muricy saiu do São Paulo, disse na época que estavam matando os caras que respaldaram esse clube", pontuou Ceni.
"Mas, eu não sinto falta de absolutamente nada. A direção tem todo o direito de fazer a troca, está no contrato. Saí duas vezes do Fortaleza rescindindo o contrato. É um direito. Não é proibido que haja uma troca. A vida segue para todo mundo. A minha maior dificuldade foi aos 17 anos, ganhando o equivalente a R$ 800 hoje. E eu venci. Não importa quantas vezes você cai. O importante é quantas vezes você se levanta", concluiu o treinador do São Paulo.