Manobra pode manter Casares no São Paulo mesmo após impeachment; entenda
Saída antecipada da presidência pode evitar a etapa final do impeachment e garantir permanência no São Paulo.
A aprovação do impeachment do presidente Julio Casares pelo Conselho Deliberativo do São Paulo, na noite desta sexta-feira (16), não significa, necessariamente, o afastamento definitivo do dirigente da vida política do Tricolor.
Uma possível renúncia, discutida nos bastidores, pode permitir que o atual presidente seja mantido no quadro de conselheiros do clube e preserve seus direitos políticos.
O pedido de impeachment recebeu 188 votos favoráveis no Conselho, o que confirmou o afastamento provisório de Casares do cargo de presidente. Dessa forma, o vice-presidente Harry Massis Júnior assume a presidência de forma interina.
O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, terá até 30 dias para convocar uma Assembleia Geral com os associados do São Paulo. Nesta etapa, os sócios votariam (pela confirmação ou não) do afastamento definitivo.
No entanto, antes que o processo chegue à Assembleia, Casares pode anunciar sua renúncia. Segundo do informações do Arquibancada Tricolor, o dirigente avalia deixar o cargo já neste sábado (17).
Caso a renúncia se concretize, o processo de impeachment é encerrado automaticamente, sem a necessidade de votação entre os associados.
Nesse cenário, Julio Casares não perde seus direitos políticos e permanece como conselheiro do clube, o que é visto internamente como uma manobra para evitar o pior desfecho, exercendo influência nos bastidores do São Paulo, ainda que fora da presidência.