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Abel, Carille e Renato Gaúcho vivem dias de estrelas

Em terra onde falta craque, quem tem técnico vira rei

11 dez 2018
07h24
atualizado às 07h24
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Se você é corintiano, deve se lembrar que a sirene do Parque São Jorge sempre tocava quando um grande craque chegava. Foi assim, por exemplo, com Ronaldo Fenômeno, uma aposta ousada que trouxe títulos e prestígio internacional. Depois dele, aliás, a sirene nunca mais tocou na Fazendinha.

Renato Portaluppi Gaúcho durante Flamengo x Grêmio
Renato Portaluppi Gaúcho durante Flamengo x Grêmio
Foto: CELSO PUPO/ FOTOARENA / Estadão Conteúdo

Se é flamenguista deve se lembrar da recepção histórica para Romário, o herói do tetra. Ele voltou ao Brasil no início de 95, apenas seis meses depois de ser o craque brasileiro na Copa dos Estados Unidos.
 
Reforços até sobram no Verdão e não falta dinheiro para seguir contratando. Mas nada comparado a craques da era Parmalat como Djalminha, Luizão, Cafu, Roberto Carlos, Edmundo, e por aí vai.
 
Hoje, pela impossibilidade de conseguir grandes reforços, os times fazem festa e apostam tudo nos treinadores. Caso do Flamengo, que levou a melhor sobre o Santos e acertou com Abel Braga. O time carioca primeiro tentou Renato Gaúcho, mas perdeu a queda de braço para o Grêmio.
 
O Palmeiras tratou de manter o bom e velho Felipão. E o Corinthians, que flertou com a série B, trouxe de volta o santo Fábio Carille pra ver se consegue repetir o milagre da multiplicação de títulos. Será que a sirene vai voltar a tocar?
 
Pois é, os técnicos viraram as grandes estrelas do futebol brasileiro, que perde os craques, antes mesmos de eles se tornarem. O que faz os clubes valorizarem veteranos como Diego Souza ou apostarem no mercado sul-americano, casos de Borja e Romero.
 
Alguém pode argumentar que o São Paulo de Raí, Cafu, Muller e companhia, bicampeão mundial,  era conhecido como o São Paulo de Telê. E que havia o Palmeiras de Luxemburgo, ou o Grêmio de Felipão.
 
Sim, é verdade. Técnicos desse porte não foram simples coadjuvantes, mas dividiam com os craques a responsabilidade de colocar o time na briga por títulos.
 
Hoje praticamente brilham sozinhos, dominam as manchetes, são disputados a peso de ouro, mas sabem que uma coisa não mudou: eles ainda são os primeiros a pagarem o pato se os resultados não aparecerem.
 

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Fonte: Especial para Terra
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