Pupilo de Dórea, Lula aposta em seu boxe contra Napão
Ednaldo "Lula" Oliveira terá uma parada duríssima em sua estreia no Ultimate Fighting Championship. O baiano, que está invicto em sua carreira, irá enfrentar Gabriel Napão, ex-postulante ao título de pesados do evento e que está substituindo o inglês Rob Broughton. O duelo faz parte do card preliminar do UFC 142 e será disputado, neste sábado, na HSBC Arena, Rio de Janeiro.
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O treinador de boxe Luis Dórea, que já treinou o ex-pugilista Popó e atualmente trabalha com os irmãos Nogueira e o campeão Júnior Cigano, participou de toda a preparação de Ednaldo lula para este combate.
"O Lula está muito bem. Muito tranquilo, no peso normal, 108 kg, com a movimentação boa, melhorou muito fisicamente. Nós trabalhamos essa parte e ele vem crescendo. Está invicto no Brasil, vive um ótimo momento e é o melhor pesado atuando aqui. Então lutando no UFC, no Rio de Janeiro, só tem a crescer", afirmou o treinador.
Dórea acredita que seu pupilo irá buscar a luta em pé contra seu adversário deste sábado.
"O Napão é um especialista em jiu-jitsu, mas é completo, tem um bom boxe, muay thai, então ele tem que fazer o que o Napão não quer. Lula também é faixa preta de jiu-jitsu do Yuri Carlton e apesar de ter começado lá evoluiu muito seu boxe. Está melhorando a cada dia, vem de vitórias por nocaute e acho que ele vai manter a luta em cima. Vai ser uma grande luta, pois o Napão é um cara muito experiente, tem grande nome, é um excelente atleta, além de ser uma pessoa muito boa. O Lula está lutando contra um brasileiro, o pensamento no inicio era lutar contra um estrangeiro, mas no UFC não se escolhe adversário, mas pretendemos trabalhar com a trocação", concluiu.
Em entrevista, Ednaldo Lula disse que do que depender dele, essa luta será muito movimentada. "Vou procurar o nocaute e terminar a luta o mais rápido possível", afirmou.
Confira a entrevista:
Como você recebeu o convite do UFC, e como está sua expectativa para estrear no evento?
Ednaldo Lula: A noticia veio no momento certo, mesmo sendo em cima da hora tenho certeza que não vou ter problema de ritmo de luta. Eu já fiz sete lutas neste ano, e estava me preparando para o WFE. A expectativa é a melhor possível, estou treinado mais forte ainda. É a primeira vez que vou lutar um evento internacional e isso me animou muito.
Como é para você poder estrear no UFC lutando logo no Brasil, isso aumenta a responsabilidade?
Estrear no UFC e ainda por cima lutar dentro do Brasil para o publico brasileiro vai ser um experiência maravilhosa. Lógico que a pressão vai ser maior, mas estou preparado para isso. Vou enfrentar outro brasileiro, o Gabriel Napão, que substituiu o Rob Broughton, e isso deve dividir a torcida. Mas não vejo problema nisso.
Qual a estratégia que você pretende usar?
A minha estratégia para enfrentar o Napão vai ser muito parecida com a qual eu iria utilizar contra o Broughton, pois o Rob é um grappler e o Napão vem do jiu-jitsu. Vou tentar manter a luta em pé, usando o meu boxe. Vou procurar o nocaute e terminar a luta o mais rápido possível. Do que depender de mim, essa luta vai ser muito movimentada.
Como você analisa a mudança de seu adversário?
A troca de adversário sempre é muito complicada, mas no UFC a gente não pode escolher oponente. Temos que enfrentar quem vier pela frente. Respeito muito o Napão, que é um cara experiente e já lutou pelo cinturão do UFC.