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Patrocinador e 'mecenas' do Cruzeiro querem comprar o Villa Nova-MG

Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH, negocia com a equipe centenária de Nova Lima uma forma de fazer da agremiação uma empresa

22 mar 2020
22h14
atualizado às 22h38
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Com a legislação brasileira permitindo que clubes esportivos deixem de ser associações sem fins lucrativos para empresas com sociedades anônimas, alguns movimentos estão sendo tomados pelo mundo do futebol. Já existe alguns clubes que entraram nesse regime, caso do Bragantino que virou Red Bull Bragantino e até mesmo o Botafogo, que trabalha para criar sua S.A.

O Villa é um clube centenário de Minas Gerais, tendo a mesma idade do Atlético-MG. Ambos foram fundados em 1908-(Divulgação Twittter Atlético MG)
O Villa é um clube centenário de Minas Gerais, tendo a mesma idade do Atlético-MG. Ambos foram fundados em 1908-(Divulgação Twittter Atlético MG)
Foto: Lance!

Em Minas Gerais, no início do conselho gestor no Cruzeiro, o CEO da época, Vittorio Medioli, indicou que poderia fazer essa mudança na Raposa, mas o projeto não caminhou após sua saída.

Agora, outra equipe do estado, o Villa Nova, de Nova Lima, pode caminhar para se tornar um clube-empresa graças a um dos patrocinadores da Raposa e ex-membro do conselho gestor do time celeste. Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH, principal parceiro e patrocinador da Raposa, negocia com o Leão do Bonfim a transformação do clube em S.A, assumindo a agremiação como uma empresa.

A assessoria do Villa Nova confirmou ao L! que houve uma reunião do empresário com membros do conselho deliberativo, do prefeito da cidade, Vitor Penido e da diretoria do Villa para tratar o assunto.

A proposta para mudar a natureza jurídica do Villa já foi feita ao grupo que cuida do clube de Nova Lima, que exigiu a manutenção a identidade, cores e a tradição centenária do Leão, que fundado em 1908, mesmo ano do Atlético-MG.
O dono da rede de supermercados aceitou a exigência e agora a negociação segue para transformar o hoje combalido clube, que tem calendário apenas para quatro meses de temporada, em um potencial time médio para jogar competições nacionais.

A proposta feita por Pedro Lourenço, que pretende assumir o clube ainda este ano, visa quitar débitos na casa dos R$ 7 milhões que o clube acumula ao longo dos anos, principalmente com processos trabalhistas.

Mudança de estauto depende do conselho

Para que ocorra a cessão do Villa Nova para se tornar uma empresa, o conselho deliberativo terá de votar pela mudança e aprovar a alteração no estatuto do Leão.

A alteração poderá dar novo fôlego ao time, que sempre se pautou por ser uma das forças de Minas Gerais, mas nos últimos anos luta para não ser rebaixado no Campeonato Mineiro, além de conseguir sobreviver no dia a dia.
Na temporada 2020, o Villa é o penúltimo colocado do Estadual, com apenas quatro pontos em nove jogos, uma realidade diferente dos anos áureos, quando venceu cinco vezes o Mineiro e rivalizou com o trio da capital, América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro.

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