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Futebol

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Taremi opina sobre efeitos do conflito entre Irã e EUA na Copa: 'Esporte é separado da política'

Principal jogador da seleção iraniana lamenta mortes causadas pela guerra no Oriente Médio, mas diz que Mundial é oportunidade de proporcionar felicidade

3 jun 2026 - 18h43
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Principal nome da seleção iraniana, o atacante Mehdi Taremi, do Olympiacos, comentou sobre como o conflito entre seu país, Israel e Estados Unidos, uma das sedes da Copa do Mundo 2026 ao lado de México e Canadá, afeta a preparação do Irã para o Mundial. Em entrevista à emissora Al Jazeera exibida nesta quarta-feira, 3, o jogador disse que questões políticas não devem afetar o futebol.

"Esporte é separado do política, mas através do esporte nós mostramos que nós somos um povo da paz, que nós somos boas pessoas e que o que talvez o resto do mundo pense sobre nós não é o que realmente é. E eu acho que os times no mundo devem sempre mostrar que respeito e paz no mundo e mostrar sua cultura. A mensagem da Fifa deve ser essa, assim como foi antes. Nós não devemos colocar política no esporte"

"Quando um país quer sediar uma Copa do Mundo é natural que haja uma série de regras e regulamentos que você tem que ser seguidos. Política tem sempre que ser separada do esporte e esses princípios devem ser preservados. Esporte é sobre respeito, paz e calma. A Copa do Mundo pode transmitir isso para o mundo inteiro porque ela tem uma audiência de três a quatro bilhões de pessoas e pode promover respeito, paz e o mundo livre de conflito, não só o Irã, mas qualquer um (país)", completou.

Taremi lamentou que a tensão instalada no Oriente Médio, com ataques dos Estados Unidos e Israel em direção ao Irã e o revide iraniano, tenha resultado em momentos de dor. Segundo o jogador, a Copa do Mundo será uma oportunidade dos jogadores do iranianos proporcionarem felicidade ao povo iraniano.

"Na nossa linha de trabalho, você sempre tem que ser 100% focado. Eu disse que nosso dever é fazer nosso povo feliz com o jogo que jogamos. As coisas que aconteceram foram muito ruins, eventos dolorosos e o mundo inteiro entende e sabe disso. Falar sobre isso é algo muito óbvio e fácil. Quero dizer que todo mundo entende isso. Mas o que estou dizendo é que a única coisa que nós podemos fazer nessas circunstâncias, com esses eventos que aconteceram no nosso país, é fazer o coração do povo feliz. É a maior coisa que podemos fazer."

Nesta quarta, a delegação iraniana conseguiu os vistos para desembarcar no México, que será sua base durante o Mundial. No entanto, eles ainda não tiveram vistos para entrar nos Estados Unidos, onde irá disputar os três jogos da fase de grupos. No momento, eles estão na cidade turca de Antália e chegarão em solo mexicano no domingo, 7.

Questionado sobre como se sente em disputar um Mundial num contexto de guerra em que vive seu país, Taremi disse que tenta deixar o extracampo não influenciar seu desempenho. "Se eu quero falar pessoalmente, eu geralmente sou o tipo de pessoa que, quando eu entro no torneio e tenho basicamente que colocar minha vida dentro no futebol, meu único foco. Absolutamente me único foco passa a ser o futebol. Eu não acho que ninguém mais e eu não deixo nada mais entrar na minha mente por causa do sucesso que quero alcançar."

Esta será a sétima vez que o Irã irá disputar a Copa do Mundo. Apesar de ter se tornado uma seleção tradicional em Mundiais, o país nunca avançou para o mata-mata.

Em 2026, o Irã está no Grupo G da Copa do Mundo, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A estreia será contra a seleção neozelandesa no dia 15 de junho, às 22 horas (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Estadão
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