Quem é Doni, ex-goleiro do Corinthians e da Seleção, processado por supostos golpes de investimento em imóveis nos EUA
Empresa do ex-jogador acusada de supostos golpes envolvendo investimentos em imóveis na Flórida
O ex-goleiro Doniéber Alexander Marangon, de 46 anos, conhecido como Doni, responde por uma ação no Tribunal da Flórida por supostos golpes envolvendo investimentos em imóveis nos Estados Unidos. Uma audiência para tratar o caso marcada para ocorrer nesta terça-feira, 10, em Orlando.
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O ex-atleta começou no futebol em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Em 1999, ele entrou para o Botafogo-SP, e em agosto de 2001, defendeu o Corinthians. No clube, atuou em 101 partidas e ajudou o elenco a conquistar a Copa do Brasil de 2002 e o Paulista de 2003.
Ele teve uma breve passagem pelo Santos, Cruzeiro e Juventude. Depois, partiu do Brasil e foi jogar na Roma, onde ficou até 2011 e conquistou três títulos: duas Copas da Itália e uma Supercopa Italiana.
Nesse período, também foi convocado para jogar na Seleção Brasileira e conquistou a Copa América, em 2007. Também foi reserva na Copa do Mundo da África do Sul, de 2010.
Ainda em 2011, acertou sua ida ao Liverpool, na Inglaterra. Durante o verão europeu, sofreu uma parada cardiorrespiratória e chegou a ficar 25 segundos com o coração parado. Mesmo com a recomendação médica de parar, em 2013, ele voltou ao Botafogo-SP, onde encerrou a carreira no mesmo ano.
Acusação de golpes
Segundo a EPTV, afiliada da TV Globo, Doni e o também brasileiro Werner Macedo são sócios da empresa D32 Invest. As investigações apontam que a companhia captava recursos no exterior e no Brasil, prometendo rendimentos de até 15% ao ano com a construção de casas em condomínios de médio e alto padrão.
Um deles seria o Camila Homs, em Silver Springs Shores, a cerca de 113 quilômetros de Orlando, lançado em 2022. A previsão era de mais de 500 casas no condomínio, além da construção de um campo de golfe.
A emissora aponta que a audiência desta terça tratará uma dívida de US$ 59 mil (cerca de R$ 309 mil na cotação atual) da empresa D32, cujo processo foi movido por duas mulheres. Caso ele e o sócio não compareçam, medidas mais duras podem ser aplicadas contra eles, como a prisão, devido ao descumprimento da ordem judicial.
O Terra não conseguiu localizar a defesa de Doni, de Werner ou da empresa até o momento.