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Copa das Confederações

Para evitar confronto, governo de MG afasta polícia de bloqueio no Mineirão

26 jun 2013 - 23h07
(atualizado em 26/6/2013 às 00h21)
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Milhares de pessoas participaram dos protestos
Milhares de pessoas participaram dos protestos
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

Em reunião realizada na noite desta terça-feira com membros do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia,  prometeu medidas para evitar novos confrontos antes do jogo entre Brasil e Uruguai, nesta quarta-feira, pela semifinal da Copa das Confederações.

A principal delas será a distância da Polícia em relação ao bloqueio na Avenida Abrahão Caram com a Avenida Antonio Carlos. Palco das principais pancadarias nos outros dois jogos disputados no estádio pelo torneio, o local terá apenas grades delimitando a área em que os manifestantes serão impedidos de entrar.

Com a medida, a expectativa é evitar a tensão que marcou o encontro entre as duas partes nas partidas México x Japão e Taiti x Nigéria. No último sábado, o confronto se estendeu até a madrugada com quebra-quebra e vandalismo em várias partes da cidade. O episódio fez governantes e policiais engrossarem o discurso e prometerem Tolerância Zero com excessos no protesto de quarta, mas diante de um acirramento de ânimos que poderia agravar o enfrentamento houve um recuo na postura.

BH anuncia esquema de segurança para jogo do Brasil:

"O Estado de Minas Gerais tem o dever de dar segurança aos manifestantes. A manifestação deve ocorrer de maneira pacífica e serena. As orientações para a Polícia Militar são nesse sentido. Eventuais respostas devem ser limitadas àqueles que fizeram as agressões. Faremos esforço total para que tenhamos manifestações pacíficas", declarou Anastasia.

Durante a tarde desta terça, a Polícia apresentou o plano de segurança para a final com a presença de 5567 policiais na cidade. Diante de boatos e sugestões nas redes sociais de que a manifestação pretendia bloquear todos os acessos ao Mineirão e impedir até as delegações de chegar ao local, o comandante Coronel Márcio Martins Sant’Ana mostrou preocupação com a possibilidade de a organização do jogo ficar comprometida.

As negociações entre representantes sociais e o Governo resultaram também na promessa de um canal aberto para as reivindicações da  Assembleia Popular Horizontal. A reportagem do Terra acompanhou nesta terça-feira uma reunião do grupo e os temas propostos para discussão.

Veja o que ficou acordado na ata da reunião:

1) As manifestações devem ocorrer em clima pacífico;

2) A resposta da Polícia Militar deve se limitar àqueles que agredirem a Polícia;

3) Foi acordado que na Avenida Abrahão Caram, no local originalmente previsto como ponto de bloqueio das manifestações, seja instalado apenas uma barreira física, sem a presença de barreira humana (Policiais Militares ); os militares guardarão distância considerável;

4) Para o ato do dia 26/06/2013 será criado uma comissão sintética de acompanhamento das manifestações composta por um membro mediador da própria manifestação e um membro da Polícia Militar;

5) O Governador se pronunciará garantindo o exercício da livre manifestação e a segurança dos manifestantes;

6) Será aberta uma mesa de negociação com as pautas reivindicatórias deliberadas pela Assembleia Popular Horizontal onde serão indicados um representante para cada plataforma de reivindicação;

7) Está prevista nova reunião com o Governador e a mesma composição desta, para apresentação das pautas levantadas pela Assembleia Popular Horizontal;

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Fonte: Terra
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