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'Fifa nunca propôs uma Copa bienal', diz Gianni Infantino em congresso no Catar

Presidente da entidade máxima do futebol nega que projeto tenha sido apresentado formalmente, mas apenas que sua 'viabilidade' foi estudada

31 mar 2022 09h10
| atualizado às 09h17
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Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou nesta quinta-feira, 31, que a entidade nunca propôs a realização de uma Copa do Mundo a cada dois anos. A declaração foi feita durante um discurso na tribuna do congresso anual da federação, em Doha, no Catar. Segundo ele, apenas um estudo de "viabilidade" foi feito.

"Deixe-me ser muito claro: a Fifa nunca propôs uma Copa do Mundo bienal", disse Infantino. "O último Congresso da Fifa (em 2021) encarregou a administração de estudar a viabilidade de uma Copa do Mundo por meio de uma votação em que 88% dos eleitores votaram a favor", lembrou.

A ideia de diminuir o período entre os mundiais começou a ser ventilada em março de 2021. O projeto é encabeçado pelo ex-treinador francês Arsène Wenger, atual diretor de desenvolvimento da entidade. A proposta tem o apoio de Gianni Infantino, mas esbarra na grande rejeição das federações, sendo deixada fora da pauta do congresso nesta quinta.

"A Fifa não propôs absolutamente nada. Chegou à conclusão de que é viável e que teria repercussões, um impacto. A fase posterior é de consulta, discussão, acordo e compromissos"

Um dos motivos citados por membros da Fifa para a mudança seria um aumento significativo nas receitas de cada uma das federações. Anteriormente, a entidade havia garantido o apoio de África e da Ásia, mas tem como principal empecilho a oposição da Conmebol e da Uefa.

Apesar do recuo no discurso da Copa bienal, a Fifa garante que está aberta para discutir possíveis reformas no calendário internacional que se inicia em 2024. Nos bastidores, o retorno da Copa das Confederações — encerrada em 2019 — é especulado. Uma outra alternativa seria a participação das seleções sul-americanas na Liga das Nações da Uefa, criada em 2018.

"É preciso debater para encontrar o que é mais adequado para todos. Os grandes devem ser maiores e os pequenos também devem se beneficiar disso. Então, obrigado a todos pelas contribuições", disse Infantino.

Estadão
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