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Presidente do Fortaleza explica redução salarial e realidade do clube em meio à pandemia

4 abr 2020
08h21
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O Fortaleza foi um dos primeiros clubes brasileiros a anunciar que reduziria salários para se adequar à nova realidade financeira forçada pela pandemia do coronavírus. Os cortes já afetaram os vencimentos de jogadores e dirigentes, que trabalham para que o estrago não chegue nos funcionários do Tricolor do Pici.

Presidente do Fortaleza Marcelo Paz explicou reduções salariais (Foto: Divulgação/Fortaleza)
Presidente do Fortaleza Marcelo Paz explicou reduções salariais (Foto: Divulgação/Fortaleza)
Foto: Gazeta Esportiva

Em entrevista à Gazeta Esportiva, o presidente do Leão Marcelo Paz explicou as medidas e deu um panorama da realidade financeira do clube.

"Quando a gente viu o tamanho do impacto que a pandemia ia causar no clube, a gente teve que começar a buscar medidas para equalizar essa perda de receita. Para qualquer clube de futebol, a folha de salário é um dos principais itens, às vezes representa 50% das despesas do clube, às vezes até mais dependendo da situação", explicou Paz.

"E a gente começou a falar com eles (jogadores), falar da dificuldade. Em paralelo, houve reuniões com os clubes, e na terceira reunião os clubes perceberam que não conseguiriam fazer um acordo único, coletivo, porque cada time tem sua realidade. Então liberou para cada um acertar da sua maneira", contou.

"Como já tínhamos algo encaminhado, voltamos a conversar com os nossos jogadores. Para ajudar na tomada de decisão, expomos que nós dirigentes também iríamos abrir mão de parte do salário. Sobretudo, nosso maior objetivo, também dos jogadores, é de preservar todos os empregos, não precisar demitir ninguém nesse período", seguiu Paz.

A redução foi acordada para os meses de março e abril. No caso dos jogadores, 25% a menos no salário de março - que será pago pelo clube depois -, e 25% no de abril - sendo 10% cedido pelos atletas e os outros 15% para ser pago depois. Para os dirigentes, o corte foi de 15%.

Com a incerteza da situação, o clube ainda não consegue ter uma resposta ao médio-longo prazo. Caso o cenário não melhore até maio, a diretoria fará uma reavaliação.

"Estamos hoje fazendo um esforço para superar o mês de abril. Se a situação perdurar para maio já é um outro cenário e nós teremos que reavaliar, tentar cortar despesas, para superar esse momento parado", contou o presidente.

"A bola parada faz com que muitas receitas não entrem; não é só o jogo, a gente tem no caso a questão comercial de lojas do clube que trazem um faturamento importante e estão todas fechadas. Enquanto isso durar a dificuldade aumenta. A partir do momento que forem passando mais meses fica mais difícil de manter", finalizou.

O Fortaleza entrou em campo pela última vez no dia 14 de março, em vitória contra o Náutico pela Copa do Nordeste. Além do torneio regional, o Leão ainda disputa o Campeonato Cearense, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro na temporada.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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