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Honda e F1: a volta dos que não foram mais uma vez?

O sucesso da Red Bull também no trabalho feito pela Honda, que ensaia um novo retorno à F1. Vontade aparentemente tem. Faltam detalhes...

7 out 2022 - 19h15
(atualizado às 19h15)
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Red Bull e Honda: um casamento quase perfeito
Red Bull e Honda: um casamento quase perfeito
Foto: Red Bull Content Pool / Divulgação

Ah, as maravilhas do mundo corporativo...Após um grande esforço técnico e financeiro, a Honda decidiu deixar a F1 no final de 2021. A alegação era de focar no desenvolvimento de novas formas de motorização e neutralização de emissão de carbono. Não se pode esquecer que também havia uma intensa movimentação interna entre as cabeças coroadas e as decisões são tomadas.

O tempo da decisão é o pior possível: Max Verstappen campeão e a Honda voltava a ser campeã de pilotos 30 anos depois. Não à toa, os japoneses acabaram por fazer uma solução um tanto salomônica. Manteve sua saída oficialmente, porém sem retirar o recinto. Após muita negociação, foi estabelecido que a Honda cederia os motores para a Red Bull, que cuidaria através de sua recém-criada divisão de preparação, a Red Bull Powertrains.

O trabalho pesado foi feito pela Honda para a adaptação ao novo combustível desta temporada. Parte da equipe que tratava das unidades na base britânica foi transferida para os taurinos. Posteriormente, os direitos dos motores foram transferidos. O acordo inicial foi fechado até 2023. Porém, com o sucesso da Red Bull e com o congelamento de especificações o contrato foi estendido até 2025, com um incremento da aparição da montadora.

Agora, mais uma vez a Honda passa por mudanças e, nas competições, uma de suas alegrias constantes, a MotoGP, não tem dado bons resultados. E a Red Bull tem sido uma vencedora nos últimos tempos...

Com a introdução do novo regulamento, que teve algumas participações dos japoneses em reuniões de discussão, a questão do aumento da participação da geração elétrica no conjunto da Unidade de Potência acabou por tornar a situação interessante, já que se enquadra na filosofia de “eletrificação” da Honda. Junte isso a uma limitação regulamentar dos investimentos...

Ainda há a questão da gratidão. A Honda foi praticamente “salva” pela Red Bull no fim de 2017, quando o casamento com a McLaren se mostrou um grande erro estratégico. Enquanto negociava uma ligação com a Sauber e até seriamente considerou sair da F1. Mas muita gente fez força para que isso não acontecesse. Seria um fracasso para a categoria, especialmente para a Liberty Media, que acabava de chegar no comando.

Quem conhece a cultura japonesa sabe que estes laços importam. A Honda havia deixado claro que faria gosto de continuar com a Red Bull. Os taurinos não fariam pouco caso de um pedido da Honda, que se mostrou uma parceira fiel e não poupou trabalho para redimir a sua imagem. Além de ser um dínamo para o desenvolvimento, sem se meter na gestão do time. Este dizem que foi um dos pontos que se alegam que separaram Red Bull e Porsche.

Oficialmente, o prazo para confirmação para fornecimento para 2026 é 15/10. No caso, o casamento poderia se dar de modo perfeito: a Red Bull fornecer a parte de motores a combustão (ICE), que tem uma parte em comum com a configuração atual, e a Honda desenvolvendo agora uma parte importante que é a recuperação e geração de energia, onde investiu tempo e dinheiro para ser competitiva.  

A Liberty Media adoraria que a Honda voltasse definitivamente. A Red Bull quer um parceiro que lhe dê uma Unidade de Potência potente e confiável, deixando fazer o que quer, sem perguntar muito. E a Honda quer seguir vencendo nas pistas, desenvolvendo tecnologia.  Tudo indica que o rio vai correr para o mar...

Parabólica
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