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F1: Mais dominância, menos envolvimento? Nas redes sociais, sim

Estudo divulgado por consultoria mostra que o engajamento do público na F1 diminui e a percepção negativa aumenta com a atual dominância.

28 set 2023 - 15h51
(atualizado às 16h07)
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Verstappen comemorando vitória no Japão. Dominância não encaixa...
Verstappen comemorando vitória no Japão. Dominância não encaixa...
Foto: Red Bull Content Pool

Dominâncias na F1 já existiram anteriormente. Porém, nos termos em que vemos atualmente com Verstappen e Red Bull, é algo que é preciso debruçar. Talvez sim a época recente de Hamilton e Mercedes, além de Schumacher e Ferrari poderiam se assemelhar.

Verstappen chegou a declarar recentemente que quem não reconhecesse o que ele estava fazendo não seria um verdadeiro fã de F1. Foi um tanto sincero, mas não deixa de ter certa razão. Só que o esporte a motor conta com a disputa como um de seus maiores atrativos.

O que se questiona muito hoje é: o problema não é ter a dominância, mas como ela se desenvolve. Verstappen e Red Bull hoje montam um conjunto que é difícil de ser batido, tanto por sua qualidade como pela incompetência da concorrência em conseguir igualar.

Do jeito que as coisas vão fluindo, o interesse na F1 vem caindo. A percepção é de que a categoria já teve mais atenção e os dados de audiência televisiva em vários mercados acendem alguns fatores de alerta. Agora, algumas informações mais estruturadas começam a comprovar o sentimento.

Nesta quinta (28), a britânica Autosport trouxe um estudo feito pela Buzz Radar, especializada em análise de dados. A empresa publicou hoje em seu perfil no Linkedin a primeira parte de um estudo chamado “A F1 chegou ao seu topo?”, com foco nas redes sociais.

Hoje, ter o controle das redes sociais é crucial. E o estudo busca jogar luz sobre o comportamento nos últimos anos da categoria neste campo. Aqui, a F1 tem crescido explosivamente nos últimos anos. Quando a Liberty Media assumiu a gestão da categoria, foi um dos focos de atenção e o sucesso tem sido impressionante. De acordo com a própria empresa, o número de usuários praticamente multiplicou em 6 vezes no período 2017/2022 (dado ressaltado pelo estudo).

Numero de seguidores dos perfis da F1 nas redes sociais. Um aumento espantoso
Numero de seguidores dos perfis da F1 nas redes sociais. Um aumento espantoso
Foto: F1 e Liberty Media

O recorte feito nesta primeira parte traz os dados completos até 2022 e a quantidade de interações de janeiro a maio deste ano. Aqui, mostra o que já se sabe: 2021 foi o topo de atenção da categoria por conta da final Verstappen x Hamilton.

2022 houve uma certa estabilidade até por conta dos impactos ainda do ano anterior e o novo regulamento. Porém, este ano, a descida tem sido ampla e a percepção do público tem sido menos receptiva. No recorte feito de janeiro a maio, o engajamento e o ritmo de crescimento de novos usuários caíram.

Comparativo de engajamento Janeiro a Maio entre 2021 e 2023
Comparativo de engajamento Janeiro a Maio entre 2021 e 2023
Foto: Buzz Radar

Com base nisso e em uma correlação feita de como foram os campeonatos dos últimos anos, chegaram à (óbvia) conclusão de que as disputas mais renhidas foram aquelas que geraram mais movimentação nas redes, tendo o auge na decisão de Abu Dhabi 2021.

Dentro do quadro, pode se dizer que 2022 seria o auge de interesse da F1 nas redes. Porém, a pintura que se faz é que seria algo do tipo “o começo do fim”, que a F1 começa a entrar em um processo de perda de importância e que alguma coisa tem que ser feita. A Liberty Media sabe disso e seus acionistas também.

Grafico comparando o engajamento nas redes com as disputas de campeonato: mais disputado, mais movimento
Grafico comparando o engajamento nas redes com as disputas de campeonato: mais disputado, mais movimento
Foto: Buzz Radar

Desta forma, basta simplesmente dar um basta para ter mais interesse? É preciso ter sangue frio...

Como esta parte do estudo aponta, o publico se tornou mais interessado na categoria e tem tido uma visão otimista do esporte. Houve uma ampliação desta percepção, refletindo um pouco aqui este aumento de engajamento. Porém, as menções negativas também aumentaram, como pode ser visto a seguir.

Variação de menções sobre a F1 nas tredes: as negativas aumentaram bastante....
Variação de menções sobre a F1 nas tredes: as negativas aumentaram bastante....
Foto: Buzz Radar

Esta é a confirmação da tendência da F1 buscar o envolvimento com as mídias sociais e se ajustar cada vez mais a elas. Em março, já tivemos um pouco desta demonstração com base nos dados divulgados pela Liberty Media (e falamos disso aqui). E a própria Buzz Radar promete trazer dados mais detalhados sobre o público da F1 e como ele vem mudando sua abordagem em como acompanha a categoria.

Ainda não é hora de decretar falências, mas sim ajudar a identificar percepções. A Buzz Radar promete liberar mais informações até o final do ano. Mas para ver esta parte, está aqui.

A F1 já teve sua morte decretada algumas vezes. Mas passa muito bem, obrigado.

Parabólica
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