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Hamilton critica regulamento da F1: “Ridiculamente complexo”

Heptacampeão classifica regulamento como “ridiculamente complexo” e afirma que “nenhum dos fãs vai entendê-las” diante do novo nível.

11 fev 2026 - 13h24
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Hamilton detona novas regras da F1 e diz que nem engenheiros entendem
Hamilton detona novas regras da F1 e diz que nem engenheiros entendem
Foto: Reprodução / F1

Lewis Hamilton fez críticas contundentes ao novo regulamento técnico da Fórmula 1 e afirmou que as mudanças deixaram a categoria “ridiculamente complexa”, acrescentando que “nenhum dos fãs vai entendê-las, porque acho que a maioria dos engenheiros também não entende.”

O heptacampeão se referiu principalmente ao nível mais elevado de gerenciamento de energia exigido pelas novas unidades de potência, que agora operam com uma divisão próxima de 50% entre o motor de combustão interna e os componentes elétricos. A mudança alterou de forma significativa a maneira como os carros precisam ser pilotados e administrados ao longo das voltas.

Após guiar a Ferrari na primeira manhã de testes de pré-temporada no Bahrein, Hamilton revelou ter participado de reuniões técnicas para compreender o novo cenário. “Participei de uma reunião outro dia e eles estavam nos explicando tudo. E sim, é como se você precisasse de um diploma para entender completamente tudo isso”, declarou o britânico.

Com o novo regulamento, os carros enfrentam limitações de energia durante boa parte do tempo, o que obriga equipes e pilotos a maximizarem cada oportunidade de recuperação elétrica. Isso resultou em estratégias pouco convencionais e técnicas de pilotagem incomuns, como não acelerar totalmente na saída de uma curva antes de iniciar uma volta rápida e até reduzir a velocidade em retas para conservar energia.

Existem quatro principais formas de recuperação previstas pelo sistema. A frenagem regenerativa reaproveita energia nas desacelerações. A sobrecarga parcial permite que a bateria retire energia do motor em trechos de menor exigência, como curvas. A técnica de levantar e planar consiste em tirar o pé do acelerador antes das curvas para otimizar o uso do sistema elétrico. Já o chamado “superclip” desvia energia para a bateria mesmo quando o piloto está com o acelerador totalmente acionado na reta.

O cenário se torna ainda mais estratégico com a presença do botão de impulso, que libera potência extra para facilitar ultrapassagens, mas pode deixar o piloto vulnerável se a energia acabar na reta seguinte.

Hamilton citou o exemplo de Barcelona para ilustrar o impactodas mudanças: “Se você olhar para Barcelona, por exemplo, estamos fazendo 600 metros de desaceleração e parada brusca em uma volta de classificação. Não é assim que funciona uma corrida. Aqui (no Bahrein), não precisamos fazer isso porque há muitas zonas de frenagem.”

Outro ponto destacado pelo piloto foi a necessidade de utilizar marchas mais baixas para aumentar a recuperação energética. “As marchas reduzidas que temos de usar são simplesmente porque não conseguimos recuperar energia suficiente da bateria.”

Ele detalhou ainda como isso interfere diretamente na condução: “Não conseguimos recuperar energia suficiente da bateria, por isso temos que acelerar os motores ao máximo. Então, em alguns trechos, reduzimos para a segunda e até para a primeira marcha só para tentar recuperar essa potência extra.”

Apesar das críticas, o momento ainda é de adaptação. As equipes estão apenas começando a entender completamente o comportamento dos novos carros, e algumas estratégias de economia de energia, como o uso de sustentação e inércia, já vinham sendo aplicadas na temporada anterior, ainda que de forma menos acentuada.

A expectativa é que os responsáveis pelo regulamento acompanhem o desenvolvimento das equipes antes de qualquer ajuste, permitindo que as novas regras se estabilizem ao longo do início do campeonato.

Parabólica
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