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Andrew Giuliani defende postura da Casa Branca em relação ao Irã na Copa do Mundo

8 jul 2026 - 20h21
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A Casa Branca defendeu a forma como lidou com ‌as restrições de visto impostas ao Irã durante a Copa do Mundo, com o diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, afirmando que a decisão da seleção de se estabelecer em Tijuana, no México, em vez de Tucson, foi mutuamente benéfica.

Giuliani disse que a logística transfronteiriça funcionou sem problemas para todas as partes, apesar ⁠das reclamações do Irã durante a fase de grupos e após a eliminação da seleção ‌do torneio.

A Federação Iraniana de Futebol acertou no último momento a transferência da base da seleção do Arizona para o México, em parte devido à incerteza sobre se ‌os jogadores receberiam vistos para entrar nos EUA.

"É importante ‌ressaltar que os iranianos optaram por ir para Tijuana. Ficamos satisfeitos com essa ⁠escolha", disse Giuliani aos repórteres nesta quarta-feira.

"Acho que os mexicanos ficaram muito satisfeitos com essa escolha. Acho que os iranianos, como eles mesmos disseram, também ficaram muito satisfeitos com essa escolha."

"Acho que o que tentamos fazer aqui na Força-Tarefa da Casa Branca foi aplicar o bom senso para garantir que os atletas pudessem ter um jogo limpo em ‌campo."

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, havia afirmado que seu governo concordou em permitir que a ‌seleção iraniana permanecesse no México ⁠durante a Copa do ⁠Mundo, acrescentando que os EUA não queriam receber a equipe.

Giuliani acrescentou que a decisão também garantiu ⁠que ninguém com ligações à Guarda Revolucionária do ‌Irã entrasse no país usando ‌a Copa do Mundo como pretexto.

MEMBROS DA DELEGAÇÃO TÊM ENTRADA NEGADA

Os EUA concederam vistos a todos os jogadores do Irã apenas 10 dias antes de sua primeira partida, mas a entrada de vários membros da delegação foi negada, incluindo "membros-chave da ⁠diretoria e da administração", segundo a federação iraniana.

Inicialmente, a seleção iraniana só foi autorizada a entrar nos EUA um dia antes das partidas, o que levou o técnico Amir Ghalenoei a afirmar que eles eram a "seleção mais oprimida" da Copa do Mundo.

Mas Giuliani defendeu os arranjos de viagem, destacando a ‌paridade logística.

"Em Los Angeles, eles puderam chegar um dia antes da partida. Para fins de comparação, a seleção dos EUA estava em Orange County. Eles fizeram uma viagem de ⁠ônibus, uma viagem mais longa do que o voo dos iranianos", disse ele.

As restrições foram posteriormente flexibilizadas para a terceira partida do Irã, em Seattle, quando a equipe foi autorizada a entrar no país dois dias antes do jogo.

"Para Seattle, foram dois dias porque sabíamos que o voo durava pouco mais de três horas. Por isso, queríamos garantir que eles tivessem esse dia a mais para que pudéssemos alcançar a paridade", disse Giuliani.

No entanto, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) informou que a equipe ainda seria obrigada a partir no mesmo dia em que a partida terminasse.

Posteriormente, o Irã agradeceu ao povo de Tijuana pela hospitalidade durante a Copa do Mundo, após a eliminação da seleção na fase de grupos, afirmando que o México havia se tornado "nosso segundo lar e nosso segundo time".

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