Usiminas vê cenário para melhora de rentabilidade após antidumping sobre importações de aço
Uma das maiores produtoras de aço plano do Brasil, a Usiminas espera melhorar sua rentabilidade nos próximos meses diante de uma ocupação maior do mercado interno pela empresa, após o governo ter aprovado na véspera medidas de defesa comercial contra laminados a frio e galvanizados que chegam ao país.
"O volume de aço plano importado ano passado foi de 4 milhões de toneladas, sendo 60% vindo da China. Isso implica que temos um espaço importante para retomada... e potencial crescimento de vendas internas", disse o vice-presidente comercial da Usiminas, Miguel Camejo, em conferência com analistas e investidores após a publicação mais cedo dos resultados de quarto trimestre da siderúrgica.
As ações da Usiminas estavam entre as maiores altas do Ibovespa no início da tarde desta sexta-feira, avançando mais de 3%, enquanto o índice recuava 1,24%.
Na noite da véspera, o governo anunciou que o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou aplicação de medida antidumping sobre laminados planos a frio e laminados planos revestidos originários da China, um pleito defendido pelo setor há meses.
Segundo analistas do Citi, os produtos alvo da medida de defesa comercial representam cerca de dois terços dos volumes de vendas da Usiminas.
Sobre os laminados a quente, que também possuem pedidos de antidumping de siderúrgicas locais junto ao governo, Camejo afirmou que espera a mesma decisão favorável que o governo deu aos laminados a frio na véspera.
"Esperamos o mesmo cenário para os laminados a quente. O cronograma da medida definitiva seria em torno de julho deste ano", afirmou o executivo.
Segundo Camejo, "logicamente podemos esperar uma retomada dessa rentabilidade a partir de um melhor cenário de preços e margens a partir dos próximos meses".